Um dos líderes do movimento Alceu Weber relatou que houve tiros durante a confusão. "Eles arrancaram o portão à força e jogaram bombas. Também fizeram disparos de arma de fogo. Vamos pedir exame para comprovar existência de pólvora nas mãos do presidente (Júlio Gamaliel)", acusou. A vereadora Sofia Cavedon, que apoia o grupo, disse que viu o presidente pegando um revólver no carro antes de entrar na sede do sindicato.
Os manifestantes teriam sido expulsos do prédio por representantes da direção, segundo o vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Leandro Piedade. “O presidente e um pessoal dele invadiu o local e começou a nos agredir. Estavam armados com correntes e rojões. A polícia chegou depois que começou a briga”, contou.
O presidente Gamaliel criticou a ocupação da sede do sindicato, mas não falou sobre a suspeita de disparos. “Eles invadiram nossa casa. Quiseram tomá-la à força, por meio de invasão”, reclamou.
Reivindicações
Leandro Piedade também disse que a diretoria tem promovido perseguições a funcionários ligados à causa. "Até agora já temos três demissões. Entramos com pedido na Justiça para a realização de um pleito em ambiente fechado. O nosso sindicato, que não nos representa, costuma trazer pessoas de fora para votar. Além disso, queremos que colegas demitidos possam assumir novamente as suas funções nas empresas. Queremos apenas trabalhar", argumentou.
Mais cedo, o presidente do sindicato dos rodoviários havia afirmado que desconhecia as reivindicações. "Não sei realmente o que eles querem. Vamos tentar ouvi-los para ver qual é a ideia do movimento", disse em entrevista à Rádio Guaíba.
*Com informações do repórter Nildo Júnior