Representantes de taxistas, cobradores e motoristas de ônibus e lotações realizaram manifestação, na manhã desta terça-feira, contra a falta de segurança nas ruas de Porto Alegre. O principal objetivo é cobrar ações do poder judiciário, já que os trabalhadores dizem ser alvos de criminosos repetidamente presos e liberados pela Justiça. O grupo se concentrou no Largo Glênio Peres e saiu em caminhada pela avenida Borges de Medeiros até o Tribunal de Justiça do Estado (TJ).
Os dirigentes sindicais das categorias entendem que reforços pontuais de policiamento em Porto Alegre não vêm mostrando resultado suficiente para tranquilizar os funcionários do transporte público. Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi), Luiz Nozari, de cinco a seis motoristas, em média, são alvos de assaltos a táxis por dia. “A impunidade faz com que o marginal seja cada vez mais atrevido. Eles são presos mais de dez vezes, até pela mesma equipe de policiais, e voltam para as ruas para continuar a praticar esses crimes", disse. No entanto, Nozari enfatizou que apoia a ação policial. "Não é uma crítica aos policiais militares ou à Policia Civil, que estão fazendo o que podem. É uma crítica à estrutura, à legislação e principalmente à magistratura, que tem lavado suas mãos, dizendo que tem de libertar o marginal porque não tem local para colocar no presídio”, reclamou.
Nas últimas semanas, a Brigada Militar confirmou o início da atuação de uma patrulha especial contra assaltos ao transporte coletivo na zona Leste da Capital. A manifestação desta terça dá início a uma campanha batizada de “Transporte seguro, comunidade segura”, promovida por sindicatos dos trabalhadores, que também deve buscar apoio dos poderes Executivo e Legislativo.
Nos táxis, os motoristas ainda exigem o funcionamento do botão antipânico, pelo qual dizem pagar taxa há vários meses sem que haja funcionamento. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) garante estar providenciando um convênio com a Secretaria de Segurança Pública para viabilizar a medida. O Sintáxi também cogita ir à Justiça para exigir que a Prefeitura altere a empresa responsável pela instalação do sistema de GPS nos carros. A Show Tecnologia foi submetida a regras mais rígidas, mas os taxistas seguem alegando que o sistema não funciona adequadamente.
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