A empresa garantiu que não haverá retaliações e nem corte de ponto dos manifestantes. Além disso, foi criada uma comissão para analisar a extinção da compensação de banco de horas. “Nossas mobilizações não param por aqui. Amanhã pode haver novas paralisações se a gente não avançar nas negociações”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Gérson de Assis.
Uma nova reunião entre a categoria e o Sindicato das Empresas Operadoras do Transporte de Porto Alegre (Seopa) para negociar aumento de salário esta marcada para as 16h. Os trabalhadores pedem 10% de reajuste e as empresas de ônibus oferecem 7,5% e mais R$ 1 no vale-refeição, proposta que foi rejeitada.
Cerca de 50 mil pessoas são atendidas pelas linhas paralisadas somente durante a manhã, segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). No entanto, a categoria estima que 80 mil foram afetados pela greve. O presidente da Associação das Transportadoras de Passageiros (ATP), Ênio Roberto dos Reis, diverge da informação. Ele estima que o número não passe de 15 mil. As paradas e corredores de ônibus na avenida Manoel Elias, próximo à Fapa, e na Protásio Alves, com a Ary Tarragô, ficaram lotadas. Segundo o gerente de Fiscalização da EPTC, Carlos Pires, a frota foi redistribuída para atender a demanda.
Confira as linhas que pararam hoje:
433 - Vila Jardim
490 - Morro Santana
491 - Passo Dorneles/Safira
492 - SESC/Petrópolis
493 - Jardim Ypu
494 - Rubem Berta/Protásio (e derivações)
495 - Manoel Elias/Protásio (e derivações)
497 - Mário Quintana (e derivações)