Segundo Álvaro Araújo, motorista da Carris, cerca de 200 trabalhadores devem se encontrar para determinar como vai ser a manifestação. "Confirmada está a distribuição de panfletos e a colocação de cartazes em algumas linhas", afirmou, sem dar detalhes.
Um abaixo-assinado segue correndo entre os motoristas para angariar assinaturas favoráveis à destituição da direção da entidade que representa os rodoviários. De acordo com os dissidentes, 3 mil pessoas assinaram o manifesto. A intenção é atingir toda a classe, que reúne cerca de 8,5 mil trabalhadores. O conflito dentro do sindicato ficou claro no mês de janeiro quando ocorreu uma pancadaria após a direção aprovar aumento de 7,5% oferecido pelas empresas.
Os rodoviários não tinham eleições "democráticas" há 18 anos, segundo os dissidentes. Conforme o estatuto da entidade, menos de metade da categoria pode escolher a direção porque somente os sócios podem votar. Os trabalhadores contrários ao presidente Júlio Gamaliel, que já tinha destituído o antigo diretor Itibiribá Acosta em 2011, dizem que o sindicato não representa os trabalhadores. A atual direção é ligada à Força Sindical. Já os dissidentes são filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).