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Rodoviários iniciam mobilização da categoria

Categoria espera reunir maior número de trabalhadores para pressionar empresas

Categoria espera reunir maior número de trabalhadores para pressionar empresas
Categoria espera reunir maior número de trabalhadores para pressionar empresas Foto : André Avila / CP Memória
O Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre começa nesta quarta-feira a mobilizar a categoria para uma assembleia que deve ocorrer na próxima semana. A intenção é reunir o maior número de trabalhadores e pressionar as empresas a concederem um reajuste maior do que os 5% propostos. Na semana passada, o índice oferecido pela entidade patronal foi rejeitado pela categoria que pede, no mínimo, 11,62%.

“Estamos aguardando o sindicato patronal nos chamar para uma nova reunião”, observou o secretário-geral da entidade de classe, Sérgio Vieira. Enquanto não ocorre o encontro com as empresas, a entidade deve colocar carros de som nas garagens e também distribuir panfletos. Hoje pela manhã, a panfletagem começa por volta das 8h, nos corredores de ônibus das avenidas João Pessoa, Protásio Alves e Farrapos. À tarde, por volta das 16h. Vieira ressalta que as manifestações não interromperão as operações dos coletivos. “Entendemos que a população já foi prejudicada por movimentos, muitas vezes, particulares. A nossa intenção é informar e pressionar sem alterar o serviço”, disse.

A diretoria do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) ainda não definiu se apresentará nova proposta. A entidade explica que levou em consideração cálculos dos reajustes dos últimos dez anos e concluiu que os 5% representaria um ganho real aos rodoviários. A data da assembleia ainda não está definida, mas está prevista para semana que vem. É possível que seja votado estado de greve.

Vieira ressaltou que o sindicato dos trabalhadores não tem interesse em discutir o aumento da tarifa para os passageiros. Contudo, o valor do dissídio tem influência na planilha que serve como base para o reajuste anual. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) faz um estudo e leva em consideração vários itens para definir o valor da passagem. O preço é analisado pelo Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) e depois vai para a sanção do prefeito José Fortunati.

O Bloco de Luta, movimento social que protesta contra o valor praticado pelas empresas de ônibus, não marcou nenhum ato até ontem. Oro Mendes, da Comissão de Comunicação do Bloco de Luta, explicou que, apesar das discussões sobre o tema no Facebook, não há nada programado.