Eles exigem a presença do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari, ou de algum representante do órgão de trânsito para protestar contra a cobrança do uso de cinto de segurança pelos trabalhadores na Capital. De acordo com o presidente da Comissão de Negociação da Carris no Sindicato dos Rodoviários, Alceu Weber, além do descontentamento pela demissão, por justa causa, de um cobrador, nesta semana, a categoria também quer respostas da companhia sobre a suspeita de venda de parte empresa para a iniciativa privada - o que a Carris já desmentiu.
Segundo o sindicalista, a obrigação de motoristas e cobradores circularem com cinto de segurança não deve ser cobrada pela EPTC, já que, diferentemente de outras profissões que fazem uso de veículo automotor, os motoristas e cobradores não dispõem de tempo e espaço para usar o equipamento. “Os ônibus estão sempre lotados, as pessoas andam em pé, precisamos de mobilidade para descer do coletivo, às vezes para ajudar os cadeirantes, por exemplo. Sabemos da necessidade, mas não é viável o uso do cinto”, sustentou Weber, que promete que as linhas T3 e T4 só voltarão a normalidade se a EPTC diminuir a rigidez na fiscalização.
Segundo o presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, não há a possibilidade de o município deixar de exigir o uso do equipamento uma vez que a determinação é do Código Brasileiro de Trânsito. “Já tivemos reunião com eles e disse que se conseguirem mudar na Justiça a lei do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), cumprirei sem problemas.”, explicou. Cappellari alegou, ainda, que está fora de Porto Alegre e não pretende ir até o local do protesto.