Depois de o Sindicato dos Rodoviários ter incluído apenas 65 cláusulas no encaminhamento judicial do dissídio coletivo da categoria, os representantes da comissão de negociação criticaram o fato de que mais 52 itens tenham ficado de fora. O rodoviário dissidente Alceu Weber, que pertence à comissão, pretende incluir as cláusulas restantes até o julgamento. Caso os 117 itens não sejam julgados, é possível que a categoria volte a paralisar, alertou. “Essa hipótese (de greve) não está descartada, haja visto que na última assembleia foi aprovado o estado de greve. Não é o que a categoria quer, ela quer justiça”, disse.
Na próxima segunda-feira, a classe patronal e o sindicato estarão reunidos para o julgamento do dissídio da categoria,
no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Entre as cláusulas que não foram levadas ao exame da Corte estão o pagamento de 30% do risco de vida, 36 horas de jornada semanal de trabalho, cesta básica, auxilio-creche e licença maternidade de 180 dias.
A classe patronal já acenou com reajuste de 7,5% do salário, R$ 19 pelo vale-alimentação e R$ 10 de contrapartida do rodoviário no plano de saúde hospitalar familiar e não ambulatorial.