Os trabalhadores da Carris exigem uma ação mais dura da polícia para coibir os assaltos, que acontecem principalmente durante a noite e o período da manhã. Segundo Afonso, nos últimos 30 dias, somente essa linha sofreu 32 ataques. “No mínimo um assalto por dia é rotina”, lamentou Martins. A maioria dos casos é registrada na avenida Antônio de Carvalho. Por isso, parte dos rodoviários já cogita suspender as paradas nesse trecho.
Os funcionários ainda podem alterar a rota dos coletivos para evitar frequentes assaltos na avenida Antônio de Carvalho. Além disso, os rodoviários das linhas da Tinga e Trevo, que atendem a zona Sul da cidade, podem cruzar os braços em uma mobilização semelhante a que ocorreu nessa sexta-feira.
Ontem, cerca de 50 rodoviários da Trevo cruzaram os braços depois que um colega, ligado às lideranças de greve da categoria, foi demitido pela empresa. A companhia alegou que o funcionário foi desligado por justa causa, depois de envolver-se em uma briga com outro trabalhador da Trevo. Treze linhas não deixaram a garagem do consórcio e 120 mil pessoas foram afetadas durante o dia.