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Rodoviários recorrerão à Justiça se adiantamento salarial tiver desconto

Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT

Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT
Setor jurídico do sindicato está preparado para ingressar com ação no TRT Foto : Guilherme Testa
O Sindicato dos Rodoviários já tem uma carta na manga caso o índice de reajuste acertado no dissídio da categoria não seja contemplado na folha de pagamento deste mês. O setor jurídico do sindicato ingressará com ações no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-4), denunciando o locaute — quando há descumprimento da convenção coletiva. O valor, referente a 40% do salário dos trabalhadores, será depositado nesta terça-feira. A folha de pagamento das empresas, no entanto, roda até o final da tarde desta segunda.
 
O presidente da categoria, Adair da Silva, deixou seis procurações assinadas para os advogados do sindicato — uma para cada empresa que ignorar o dissídio. “Tenho a informação de que eles (concessionários) iam rodar a folha de pagamento deste mês com a redução”, apontou Adair. Segundo ele, seis empresas pagam adiantamento no dia 15 — além da Carris, VTC, Sopal, Belém, Navegantes e Nortran. O salário integral é depositado no dia 30 de cada mês. As demais empresas concessionárias remuneram os funcionários no quinto dia útil — dessa forma, o adiantamento é entregue sempre nos dias 20. “Algumas podem pagar e outras não. Vamos esperar”, especula o presidente.

A assessoria da Carris confirmou na manhã desta segunda que o salário deste mês, referente a fevereiro, será pago contemplando o acordo coletivo. Apesar disso, como não há distribuição de contracheques impressos no adiantamento, os funcionários terão que aguardar para confirmar o valor depositado em conta corrente.

Na sexta-feira passada, dois consórcios ingressaram na Justiça, solicitando que a prefeitura subsidie a diferença de valor tarifário, de R$ 0,50. A prefeitura deve ingressar com ação contestando o pedido. Os empresários do transporte público de Porto Alegre afirmam não poderem cumprir com o acertado em dissídio — aumento salarial de 11,83%, incremento no vale-alimentação e na contrapartida do plano de saúde — porque o reajuste da passagem não ocorreu. No dia 22 de fevereiro, o novo valor de R$ 3,75 foi anunciado pela prefeitura e passou a valer imediatamente nas roletas. Três dias depois, entretanto, uma liminar concedida ao PSol barrou o aumento. Na semana passada, a justiça manteve a decisão.