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Rodoviários serão penalizados, garante presidente da EPTC

Manifestantes devem responder pela redução de velocidade e pelo não cumprimento da tabela horária

Ônibus circularam em velocidade reduzida durante protesto
Ônibus circularam em velocidade reduzida durante protesto Foto : Vinícius Roratto
Os rodoviários que participam da operação Tartaruga em Porto Alegre serão penalizados por redução de velocidade dos veículos e não cumprimento da tabela horária dos ônibus, informou o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta terça-feira. “Nós estamos tomando as medidas que nos cabe, que é penalizar os motoristas que estão reduzindo a velocidade normal, provocando a lentidão, e também a questão da falta de horário. Vamos aplicar autuação naqueles veículos que não cumprirem a tabela”, resumiu.

Desde às 7h, diversos ônibus trafegavam pelas ruas de Porto Alegre com velocidade inferior a 30 km/h. A manifestação ocorre principalmente na área da avenida João Pessoa, mas acaba refletindo em vias adjacentes. Muitos passageiros optaram por descer dos veículos e seguir caminhando.

Os manifestantes reivindicam melhorias nas condições de trabalho, redução de carga horária e um aumento salarial acima dos 7,5%, acordado em dissídio. Para Cappellari, a mobilização é organizada por um "grupo político". “São uma minoria que está prejudicando a população e, sem motivo, no nosso entendimento. O dissídio coletivo está sendo cumprido. Eles (rodoviários) já estão, inclusive, recebendo o valor que foi acordado. Esse movimento é político e não tem apoio do Sindicato dos Rodoviários”, enfatizou.

“O motorista de Porto Alegre tem o segundo maior salário do País, apenas alguns centavos a menos que o de São Paulo. E cobrador também tem o maior salário do País. Nós vamos autuar todos os quesitos que a legislação nos permite”, completou.

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