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Rodoviários voltam a impedir que ônibus circulem por Porto Alegre

Desta vez a manifestação ocorre na garagem da Nortran, na zona Norte da Capital

Manifestação ocorre na garagem da Nortran, na zona Norte da Capital
Manifestação ocorre na garagem da Nortran, na zona Norte da Capital Foto : Vinícius Roratto
Centenas de rodoviários protestam na manhã desta terça-feira, impedindo que ônibus da Nortran deixem a garagem no bairro Passo das Pedras, zona Norte de Porto Alegre. Pelo menos 27 linhas foram afetadas pela manifestação e cerca de 20 mil passageiros devem ser prejudicados. 

O grupo é integrado por motoristas e cobradores – dissidentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros de Porto Alegre – que reivindicam a reabertura das negociações com a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (AATP).  

Um abaixo-assinado recolhe assinaturas para a destituição da direção do sindicato da categoria. De acordo com os dissidentes, 3 mil pessoas já assinaram o documento. O objetivo é atingir toda a classe, que reúne cerca de 8,5 mil trabalhadores. A atual direção é ligada à Força Sindical. Já os dissidentes são filiados à CUT.

Em fevereiro, um protesto similar atingiu os veículos do consórcio de empresas STS. Os funcionários se recusaram a sair da garagem em protesto contra a demissão de um cobrador integrante da comissão que negociava o acordo com os rodoviários. Pelo menos 60 trabalhadores se concentraram no estacionamento da empresa na zona Sul de Porto Alegre.

Ainda em fevereiro, dezenas de motoristas aderiram a uma operação tartaruga que prejudicou o trânsito especialmente na área central de Porto Alegre. O grupo reivindicava um acordo que prevê melhorias nas condições de trabalho, redução de carga horária e um aumento salarial acima dos 7,5%, decididos em acordo. Irritados com a operação, passageiros se desentenderam com um motorista de ônibus da linha Restinga e, na confusão, duas janelas do veículo foram quebradas.

Em janeiro, dezenas de rodoviários protestaram em frente à sede da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), em Porto Alegre. Eles eram contrários ao acordo do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) sobre o acordo salarial da categoria.

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