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Rodoviários voltam ao trabalho após paralisação de três horas

Ônibus da Nortran não circularam pelas ruas de Porto Alegre

Usuários passaram por uma longa espera em função da paralisação dos ônibus na zona Norte
Usuários passaram por uma longa espera em função da paralisação dos ônibus na zona Norte Foto : Vinícius Roratto
Após cerca de três horas de paralisação, o grupo de rodoviários que impedia a circulação de ônibus da empresa Nortran nesta terça-feira decidiu retornar ao trabalho. Os coletivos voltaram a trafegar por volta das 8h30min e o trânsito na zona Norte de Porto Alegre começou a se normalizar a partir das 9h. 

Pelo menos 27 linhas foram afetadas pela manifestação e estima-se que cerca de 20 mil passageiros foram prejudicados. O grupo integrado por motoristas e cobradores – dissidentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros de Porto Alegre –  reivindica a reabertura das negociações com a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP). Além disso, eles pedem redução na jornada de trabalho - de 12 para seis horas diárias -, fim do banco de horas e aumento do período de licença-maternidade de 120 para 180 dias.

Um abaixo-assinado recolhe assinaturas para a destituição da direção do sindicato da categoria. De acordo com os dissidentes, 3 mil pessoas já assinaram o documento. O objetivo é atingir toda a classe, que reúne cerca de 8,5 mil trabalhadores. A atual direção é ligada à Força Sindical. Já os dissidentes são filiados à CUT.

Protestos começaram a fevereiro

Em fevereiro, um protesto similar atingiu os veículos do consórcio de empresas STS. Os funcionários se recusaram a sair da garagem em protesto contra a demissão de um cobrador integrante da comissão que negociava o acordo com os rodoviários. Pelo menos 60 trabalhadores se concentraram no estacionamento da empresa na zona Sul de Porto Alegre.

Ainda em fevereiro, dezenas de motoristas aderiram a uma operação tartaruga que prejudicou o trânsito especialmente na área central de Porto Alegre. O grupo reivindicava um acordo que prevê melhorias nas condições de trabalho, redução de carga horária e um aumento salarial acima dos 7,5%, decididos em acordo. Irritados com a operação, passageiros se desentenderam com um motorista de ônibus da linha Restinga e, na confusão, duas janelas do veículo foram quebradas.

Em janeiro, dezenas de rodoviários protestaram em frente à sede da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), em Porto Alegre. Eles eram contrários ao acordo do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) sobre o acordo salarial da categoria.

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