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Rodovias estaduais receberão R$ 2,5 bilhões em três anos

Secretário Beto Albuquerque descartou eliminação dos pedágios em palestra na Federasul

As rodovias estaduais receberão investimento de R$ 2,5 bilhões nos próximos três anos. A informação foi dada nesta quarta-feira pelo secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, durante o evento Tá Na Mesa da Federasul. Do valor total, R$ 1,1 bilhão será referente à financiamento do BNDES, e R$ 1,5 bilhão do orçamento próprio do Daer. “Esse será o valor mínimo, até porque não estamos levando em consideração as aplicações do governo federal”, afirmou.

Beto Albuquerque ressaltou que o governo também fará jus aos valores aplicados nas recuperações das rodovias. O secretário adiantou que serão aplicados R$ 300 milhões para obras em quatro estradas da região da Serra: RS 122, RS
324, RS 470 RS 453 (Rota do Sol). “Diferente do que o governo anterior fez, que foi investir R$ 240 milhões na restauração de rodovias e um ano depois, todas terem problemas, vamos fazer um serviço de gente grande e
que não coloca dinheiro fora”, disse o secretário. Beto reclamou ainda do chuvoso inverno, que tem afetado diversas rodovias.

Sobre o trabalho para a mudança no modelo de pedágio no Estado, Beto Albuquerque ressaltou que não há condições de eliminá-los. Assim, o que o governo busca é compartilhar o serviço até o final dos contratos com a iniciativa privada, na metade de 2013. Depois disso, será implementado um modelo, que ainda não está definido. Ele poderá ser comunitário, privado, híbrido ou com a participação do governo. “Esse é apenas um ponto que deve ser analisado. O que interessa mesmo é que tipo de malha rodoviária a população quer e o que o Estado precisa para seguir o ritmo do desenvolvimento. Esses questionamentos que devem ser o foco neste momento”, afirmou.

O secretário também adiantou que até o final do ano estará concluído um inventário da situação de todas as rodovias com pedágio no Estado. Ele destacou que a avaliação dos trechos federais já foi concluído. “Esse estudo servirá de base para sabermos o que realmente as concessionárias devem ao Estado”, disse.

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