Os frequentes congestionamentos na BR-116 transformaram a avenida Guilherme Schell, em Canoas, em rota de fuga para acessar Porto Alegre pelo bairro Humaitá. Inclusive caminhões trafegam na avenida, provocando danos à pavimentação. “Os reparos são constantes, principalmente na pista do sentido Canoas-Capital”, ressaltou o secretário municipal de Obras, Alcy Paulo de Oliveira. Ele avalia como problemático o trecho entre a ponte sobre o rio Gravataí e o Parque Eduardo Gomes. “O custo com manutenção é elevado”, assinalou.
O secretário afirmou que o município aguarda financiamento de R$ 2 milhões para revitalizar a pavimentação, além de realizar a fresagem do capeamento asfáltico na área próxima ao Centro. “A situação fica mais complicada quando chove, pois os buracos reaparecem”, atestou.
Em trecho próximo ao acesso à ponte sobre o rio Gravataí, nas imediações do cruzamento com a rua 3 de Outubro, uma rachadura no asfalto acabou provocando a abertura de uma fenda. A fim de evitar incidentes, moradores sinalizaram o local colocando galho de árvore, pedaços de madeira e um pneu. O secretário lembra que, recentemente, a prefeitura revitalizou os dois sentidos da ponte até a confluência da Guilherme Schell com a avenida Ernesto Neugebauer, na Capital.
O borracheiro Carlos Cabanna relatou que, frequentemente, é procurado para reparar pneus rasgados e rodas amassadas. “Os danos são causados pelos buracos”, sintetizou. Cabanna acredita que o quadro se agravou devido ao acentuado peso dos caminhões de carga. “É uma avenida urbana e não foi projetada para ser uma estrada”, disse. Mesma opinião tem o secretário, estimando que os problemas serão constantes até a conclusão da BR-448, também denominada de Rodovia do Parque. “Acredito que por muito tempo ainda teremos que continuar realizando os tapa-buracos para evitar uma deterioração maior da pavimentação”, observou.
Rota alternativa à BR-116 causa danos em avenida de Canoas
Município aguarda financiamento para recuperar pavimentação e reduzir os buracos