Das mais de duas mil portarias, 744 foram reconhecidas em razão da chuva e 1.259 por causa da seca. Fontoura Xavier, Jacuizinho, Caçapava do Sul e Montenegro estão no topo da lista dos que mais tiveram portarias reconhecidas pela chuva, cinco cada um. Palmitinho, Pinhal, Machadinho e Vista Alegre lideram a lista da seca, cinco cada um.
Mas enquanto as vítimas e os prejuízos aumentam, os recursos destinados à prevenção são 10 vezes menores do que o gasto na resposta aos desastres. Nos últimos oito anos, a União gastou, em nível nacional, R$ 538 milhões em prevenção e R$ 4,8 bilhões em resposta aos desastres.
"Isso evidencia falta de planejamento e coordenação. Gasta-se muito mais com as consequências do que com as causas dos desastres", afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Segundo ele, faltam três coisas: um plano integrado, determinação, política e recursos. "Mas temos que atuar, não adianta que a União, os Estados e os Municípios fiquem se acusando", completa.