O secretário destacou que um dos objetivos é diminuir a superlotação nos presídios e melhorar as condições nesses locais, para facilitar a reintegração no momento da liberdade. "Os presídios superlotados são administrados, mais do que pelo Estado, pelas facções. O preso quando sai tem que pagar a proteção que teve lá e tende a voltar ao crime", comentou. A Susepe também deverá buscar que os egressos conseguim trabalhar após cumprir a pena, para evitar que voltem a cometer crimes. "Enquanto não resolvermos o problema de superlotação, os presídios continuarão sendo depósitos de pessoas", ressaltou.
Até o final do ano mais 1,6 mil vagas devem ser criadas em unidades prisionais gaúchas para ajudar a diminuir o déficit de 10 mil vagas e desafogar principalmente o Presídio Central, em Porto Alegre. Outras obras também serão realizadas no ano que vem.
A visibilidade da polícia deve ser acrescida a partir da atuação dos novos agentes, conforme o secretário. "De fato talvez não se tenha aquela visibilidade que se gostaria, porque não se pode ter um policial em cada esquina", falou. Michels ressaltou, porém, que o trabalho na área está sendo realizado, e exemplificou destacando que há 30 mil apenados nas penitenciárias do Estado e que 95% das prisões são realizadas pela Brigada Militar.
Além disso, o secretário citou a criação dos Territórios da Paz. Hoje já são quatro na Capital e três em outras cidades. A expectativa é criar mais nove, a fim de aumentar o trabalho de prevenção e coibir a violência nas regiões.