No Estado, a largada da campanha ocorreu na manhã desta segunda na escola estadual de ensino fundamental Mané Garrincha, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Uma das salas foi improvisada para receber os materiais de aplicação das doses. Entre as meninas havia muitas dúvidas sobre a importância da vacina. Inclusive mães que acompanharam as suas filhas consideravam fundamental a imunização, mas desconheciam o motivo da aplicação e quais os seus benefícios.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Carlos Casartelli, a aplicação da dose é para proteger as futuras mulheres. O câncer de útero é a segunda causa de morte entre os cânceres no sexo feminino, ficando atrás apenas do de mama. Ele reconheceu que há desinformação e que isso tem gerado algumas polêmicas na discussão sobre o tema. Um alerta importante é que a imunização não elimina a necessidade de as mulheres realizarem anualmente o exame preventivo (Papanicolau) e do uso de preservativo nas relações sexuais. Segundo a secretária estadual da Saúde, Sandra Fagundes, para combater a desinformação é essencial o apoio das escolas.
O vírus HPV é transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a principal forma pela via sexual. A vacina imuniza contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18. O vírus é um dos principais causadores do câncer de colo do útero. Para se ter uma dimensão da amplitude da doença estão estimados 15.590 casos deste tipo de câncer no país neste ano. O risco é de 15,33 casos a cada 100 mil mulheres. No Estado, a prevalência é um pouco menor, de 14,63 casos. No ano passado, segundo o Sistema de Informação Sobre Mortalidade, foram registrados 305 óbitos pelo câncer de colo uterino apenas no Rio Grande do Sul.