• Leia mais sobre a situação da gripe A no Estado
A região Sul, com 134 óbitos, concentrou, sozinha 63% dos casos, seguida pelo Sudeste (57). Juntas, as duas regiões concentraram 91% das mortes. Isso explica principalmente pelo frio e umidade que facilita a proliferação do vírus H1N1. O Centro-Oeste registra nove óbitos. As regiões Norte e Nordeste, cinco cada.
De acordo com o Ministério da Saúde, já é possível detectar que o pico do número de mortes em 2012 pode ter sido ultrapassado. Um relatório divulgado no início da semana mostra que ele ocorreu na 25ª semana do ano, entre os dias 17 e 23 de junho, quando foram notificadas 41 mortes. Nas três semanas seguintes, esse total caiu para 30, 17 e 12 mortes. Como ainda há óbitos em fase de investigação, os dados devem sofrer alterações nos próximos dias.
"É possível que o pico tenha mesmo ficado para trás, mas ainda seria preciso avaliar se a doença não irá apresentar curvas diferenciadas de ocorrências em cada região do país", explicou a médica infectologista Nancy Bellei, da Universidade Federal de São Paulo e do Comitê de Influenza e Virulogia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). "Em 2009, durante a pandemia, o pico foi registrado no mês de agosto. A volta às aulas pode vir a ser um complicador nas regiões mais frias", alertou a especialista.
O balanço do Ministério da Saúde revelou, também, que as mortes pelo vírus de subtipo Influenza H1N1 representaram, até agora, 86,1% do total de 244 mortes provocadas pelo vírus Influenza. Em relação ao total de 860 mortes registradas por síndrome respiratória aguda grave, o percentual é de 28,4%.
Segundo estudos técnicos ainda em andamento no Ministério da Saúde, parte das mortes registradas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foram de pacientes que receberam o tratamento tardio, tinham outras doenças preexistentes ou viviam ambas as situações. Conforme dados preliminares da investigação epidemiológica conjunta do Ministério e do governo gaúcho, a maioria das vítimas fatais da gripe A no Rio Grande do Sul recebeu tarde demais o antiviral Oseltamivir, o Tamiflu. Dos seis casos já investigados, cinco envolvem pacientes que começaram a tomar o medicamento mais de seis dias após o surgimento dos sintomas, o que representa 83% dos casos. A recomendação é de que o remédio seja ministrado em, no máximo, 48 horas após o surgimento dos sintomas.
Confira a conduta que deve ser adotada para evitar o contágio, conforme a SES:
- Higienizar as mãos com frequência;
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;
- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;
- Ventilar os ambientes.
Veja a lista de municípios onde ocorreram mortes por gripe A no RS em 2012, de acordo com a SES:
Alecrim: 1 morte
Alegrete: 1 morte
Boa Vista do Cadeado: 1 morte
Braga: 1 morte
Canoas: 1 morte
Condor: 1 morte
Coronel Bicaco: 1 morte
Cruz Alta: 2 mortes
Encantado: 1 morte
Guarani das Missões: 1 morte
Igrejinha: 1 morte
Ijuí: 1 morte
Maquiné: 1 morte
Montenegro: 1 morte
Porto Alegre: 8 mortes
Planalto: 1 morte
Salto do Jacuí: 1 morte
Santa Rosa: 1 morte
Santa Maria: 2 mortes
Santo Ângelo: 3 mortes
São Borja: 5 mortes
São Miguel das Missões: 1 morte
São Sebastião do Caí: 1 morte
Sapucaia do Sul: 1 morte
Soledade: 2 mortes
Tiradentes do Sul: 1 morte
Tupanciretã: 1 morte
Três de Maio: 1 morte
Viamão: 1 morte
Vitória das Missões: 1 morte