O Comitê Estadual Intersetorial de Enfrentamento das Hepatites Virais comemorou nesta terça-feira seu primeiro ano de atuação no RS com boas perspectivas para a prevenção e tratamento desse tipo de doença. Os investimentos em unidades de atendimentos específicas para portadores de hepatite estão entre as prioridades do grupo.
O objetivo da presidente do Comitê de Ação Solidária, Tarsila Crusius, é criar mais Centros de Aplicação e Monitoração de Medicamentos Injetáveis (CAMMIs) e diversificar os atendimentos oferecidos nos locais. O CAMMIs está disponível hoje em Porto Alegre, Canoas e Rio Grande. Passo Fundo será a próxima cidade a sediar uma unidade do centro e Ijuí e Uruguaiana já estão em fase de negociação com o comitê.
“Ele se tornou um centro de referência no atendimento a pacientes com hepatite crônica” comemorou Tarsila, destacando como a infraestrutura da rede de saúde pode refletir em benefícios para quem precisa combater a hepatite. “Precisamos investir em acompanhamento mais próximo e qualificado. O paciente que não recebe esse tipo de atenção acaba abandonando o tratamento”.
Aliada à rede de tratamento, a articulando de ações de saúde, educação e entidades do terceiro setor tentam difundir as formas entre a população or riscos e formas de prevenção às hepatites virais. “Precisamos desarmar essa bomba-relógio”, alertou a presidente do comitê.
No final de outubro, o Ministério da Saúde divulgou um mapa da incidência de hepatite no Brasil. Resultado de sete anos de pesquisas realizadas em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o estudo classificou o Brasil como área de baixa prevalência da doença. Segundo a coordenadora do estudo, Leila Beltrão Pereira, o País tem hoje menos de 1% da população infectada.
Os bolsões de pobreza continuam concentrando a maior quantidade de casos da doença no Brasil. Higienização adequada dos alimentos, uso de preservativos e esterilização e não compartilhamento de materiais que possam causar cortes ou lesões, como alicate de unha, são algumas cuidados que podem prevenir a transmissão de hepatite.
RS ganhará mais unidades de atendimento para portadores de hepatite
Brasil é área de baixa prevalência da doença, com menos de 1% da população infectada