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RS já tem confirmadas 18 mortes por gripe A em 2016

Seis casos foram registrados em Porto Alegre

Secretaria da Saúde revelou que o RS chegou ao 18º óbito devido ao vírus influenza
Secretaria da Saúde revelou que o RS chegou ao 18º óbito devido ao vírus influenza Foto : Vitória Famer / Especial CP
* Com informações de Marco Aurélio Ruas e Vitória Famer

A Secretaria de Saúde do Estado confirmou que já ocorreram 18 mortes por gripe A no Rio Grande do Sul em 2016, em 44 casos analisados, conforme balanço epideomológico divulgado na manhã desta sexta-feira. Dos registros de óbito por H1N1, um está em investigação e ainda não foi subtipado. Seis óbitos confirmados ocorreram em Porto Alegre (confira a lista completa abaixo).

O número de mortes por gripe A é o dobro dos casos confirmados em 2015, nove no total. A letalidade do vírus neste ano também é a maior desde o início da série histórica, iniciada em 2011 pela Secretaria de Saúde, com 40,9% de mortes em relação aos casos. A anterior era 12,6% em 2012.

O dado mais alarmante, porém, é o de mortes devido à síndrome respiratória aguda grave não especificada. Ao todo, 189 pessoas morreram em decorrência do problema no ano passado. Neste ano, foram 201 casos e 25 mortes. Outros 282 seguem em investigação.

Mortes por gripe A no RS:

• Porto Alegre:
Menino de 7 anos
Homem de 25 anos
Homem de 35 anos
Homem de 35 anos
Homem de 46 anos
Mulher de 55 anos

• Interior:
Novo Hamburgo – Menino de dois meses
Santa Rosa – Menina de 1 ano
Carazinho – Menina de 1 ano
Tapera – Mulher de 41 anos
Arroio do Sal – Mulher de 47 anos
Erechim – Homem de 53 anos
Tucunduva – Mulher de 53 anos
Uruguaiana – Homem de 60 anos
Flores da Cunha – Homem de 64 anos
Cachoeira do Sul – Homem de 66 anos


Vacinação

A vacinação contra a gripe foi antecipada e começará na próxima segunda-feira. O Estado recebeu 48% das 3,57 milhões de doses destinadas a todo o Rio Grande do Sul. Os grupos prioritários para os quais a vacina é destinada são crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), pessoas com 60 anos ou mais, pessoas com comorbidades (doenças crônicas respiratórias, do coração, com baixa imunidade, entre outras), trabalhadores da saúde, indígenas aldeados e o público penitenciário. O término da campanha está marcado para 20 de maio.