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RS lidera ranking de fumantes de cigarro no Brasil, diz IBGE

Das 24,6 milhões de pessoas fumantes no País, 52,1% pensam em parar de fumar

O Rio Grande do Sul lidera o ranking do número de fumantes diários de cigarro, com 18,4%, de acordo com a a primeira Pesquisa Especial Sobre Tabagismo (Petab), divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Amapá é o Estado mais "saudável", com 8,2%. Dos 24,6 milhões de fumantes de cigarro no Brasil, 85,6% fumam diariamente. Isso corresponde a 14,6% do total da população de 15 anos ou mais de idade, ou 20,9 milhões de pessoas.

Das 24,6 milhões de pessoas fumantes no País, o que equivale a 17,2% da população, 52,1% pensam em parar de fumar. Na análise das regiões, a região Sul registrou a maior incidência de fumantes, com 16,8%. Os menores percentuais ficaram nas regiões Norte, com 13,1%, e Nordeste, com 13,8%. 17,2% fumam, o que equivale a 24,6 milhões de pessoas.

Em relação aos derivados de tabaco, o Estado aparece em segundo lugar, com 20,7%, ficando atrás apenas do Acre, com 22,1%. Os fumantes são predominantemente homens: 14,8 milhões contra 9,8 milhões de mulheres. A maioria dos tabagistas (77,7%) tem entre 25 e 64 anos e a maior parte deles (31,9% das pessoas entre 20 e 34 anos) começaram a fumar entre os 17 e 19 anos. A região Sul foi a que registrou o maior porcentual de fumantes de tabaco - 19% da população - e é também onde as mulheres mais fumam (15,9%, enquanto a média nacional é de 13,1%).

Proporcionalmente, fuma-se mais na área rural, 20,4% contra 16,6% nas áreas urbanas. Nas áreas rurais, o consumo do fumo de rolo ainda supera o de cigarros industrializados (13,8% contra 11,9% da população total acima de 15 anos). Porém, no total, 14,4% da população adulta fuma cigarros industrializados e apenas 5,1% cigarros enrolados à mão.

A pesquisa mostra também que quanto maior a escolaridade, menor a proporção de fumantes. Entre quem tem menos de um ano de estudo, 25,7% é fumante. Entre queles com 11 anos ou mais de estudo, esse porcentual é de 11,9%. O mesmo acontece com o rendimento. Quanto maior a renda, menor a população de fumantes (22,9% dos que ganham menos de um quarto de salário mínimo fumam; já na população que ganha acima de 2 salários mínimos, apenas 13,3%).

Fumo passivo e locais de compra

O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade. A exposição no trabalho era relatada por 24,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos). Já em restaurantes, o porcentual alcançou 9,9%.

Os bares, botequins e restaurantes são os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram mencionados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias (21,7%) e as padarias e lanchonetes (14,8%). Em média, os fumantes de cigarros industrializados gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros.