Segundo o secretário, a proposição vai além do reivindicado e está dentro do orçamento do governo. A oferta é liberar os R$ 100 milhões solicitados pela Federação em duas parcelas, a primeira em outubro deste ano e a segunda a partir de janeiro de 2012. Além da verba emergencial, a secretaria ofereceu antecipar o que ainda falta do repasse anual que é feito às instituições filantrópicas, de cerca de R$ 100 milhões. Neste caso, a proposta é pagar em setembro aproximadamente R$ 40 milhões, que tinham repasse previsto para até o fim do ano.
O governo ainda ampliou as condições do empréstimo disponibilizado no Banrisul para os hospitais. O crédito oferecido é de R$ 70 milhões a juros de 1,5%, sendo 0,75% pagos pelos hospitais e outros 0,75% sob responsabilidade do Estado. O período de carência foi estendido para 12 meses e o parcelamento para 48 vezes.
Na próxima sexta-feira, a Federação reúne os dirigentes das instituições para discutir a proposta e impedir que as 239 casas de saúde filantrópicas do RS fechem as portas. O grupo atende 90% dos casos de baixa e média complexidade e 70% dos pacientes pelo SUS no Estado. O endividamento do setor chega a R$ 1 bilhão.