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RS pode antecipar vacinação contra gripe A para 25 de abril

Pedido foi feito pelo secretário estadual de Saúde

RS pode antecipar vacinação contra gripe A para 25 de abril
RS pode antecipar vacinação contra gripe A para 25 de abril Foto : Guilherme Testa / CP Memória
O Rio Grande do Sul pode antecipar para 25 de abril - uma semana antes do previsto - a campanha de vacinação contra a gripe A. O secretário estadual de Saúde, João Gabbardo Reis, informou na tarde desta terça-feira ao Correio do Povo que fez o pedido ao Ministério da Saúde. A pasta se comprometeu a encaminhar duas remessas de vacina contra a doença até 15 de abril. De acordo com o secretário, isso representa 40% das 3,6 mihões de doses previstas. 

Gabbardo informou que, se o ministério cumprir o planejamento, a campanha será antecipada em uma semana, já que o início estava previsto para 30 de abril. Segundo o secretário, o pedido foi feito em função de outros estados já estarem fazendo esse movimento porque está sendo registrado um número considerável de casos de gripe A e de mortes, especialmente, em São Paulo e Santa Catarina. 

Gabbardo reconheceu que ainda há muitas dúvidas sobre um possível surto de gripe A e as suas respectivas abrangências. Além disso, há uma grande preocupação com fato de haver uma sobrecarga de atendimento nos postos de saúde em razão da proliferação do vírus da dengue e do zika.

Diferença da gripe comum para a gripe A: O que popularmente ficou conhecida como "gripe A" é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde. O Rio Grande do Sul foi duramente atingido no inverno daquele ano, com registro de 3.585 casos confirmados da doença e 298 óbitos.

Quem tem direito à vacina pelo SUS: Devem procurar os postos de saúde para receber a vacina gratuitamente, pessoas com 60 anos ou mais, crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, gestantes, mulheres até 45 dias depois do parto, e pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, além de obesos e diabéticos). Além destes grupos, os indígenas também recebem as doses, diretamente nas aldeias; os profissionais de saúde se vacinam nos próprios locais de trabalho; e a população privada de liberdade, devido aos altos índices de doenças respiratórias.

Critério para a escolha dos grupos: Os grupos prioritários são escolhidos levando em conta as pessoas com mais chances de desenvolver complicações a partir da gripe. Os critérios são construídos a partir da investigação do perfil dos casos graves e dos casos de óbito por gripe. Em 2012, por exemplo, a investigação dos óbitos no RS indicou que 60% dos casos eram de pessoas com doenças crônicas ou de idade acima de 60 anos, o que reforça a importância desses grupos buscarem imunização.