O Ceped/RS terá atuação em três áreas principais. Será responsável pela formação de profissionais, realização de pesquisas e o desenvolvimento de ações de extensão, como apoio às equipes que atuam no atendimento às pessoas afetadas, e intervenção nas áreas devastadas pelos desastres ambientais. Ao todo, serão mais de 40 pesquisadores de diversas áreas científicas que atuarão em conjunto.
Uma das iniciativas previstas, por exemplo, é o mapeamento das áreas de risco de deslizamento na Capital, por meio de convênio que será firmado com a Prefeitura. De acordo com o presidente da Comissão de Implantação do Ceped/RS, Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, a ideia é que o Estado tenha efetivamente uma unidade acadêmica que possa discutir esse assunto e também dar e criar suportes no atendimento das ocorrências envolvendo desastres ambientais.
“A maioria das pessoas não sabe que o maior desafio desses desastres é o que ocorre depois, como as inúmeras medidas que são necessárias para recuperar as cidades e as comunidades”, afirmou ele, lembrando que a preocupação no Brasil cresceu muito nos últimos anos, principalmente depois do Catarina, que devastou regiões de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul (2004) e as enchentes em Santa Catarina (2008).
Para Silva Filho, com planejamento e pesquisa é possível criar mecanismos que reduzam os impactos dos desastres ambientais. “O País, e neste caso o Rio Grande do Sul, precisa desenvolver políticas de prevenção, evitando assim os danos materiais e sociais provocados à sociedade”, salientou. Ele lembrou que apenas no Rio Grande do Sul, entre os anos de 2003 e 2009, mais de 8 milhões de pessoas foram prejudicadas em função dos desastres ambientais. Além disso, no mesmo período, os prejuízos contabilizam R$ 20 bilhões, em especial à agricultura, que foi um dos segmentos mais afetados.