As cidades contempladas são: Araricá, Caraá, Charqueadas, Estância Velha, Sapucaia do Sul e Terra de Areia. Elas pertencem a um grupo de localidades que não foram selecionadas por nenhum médico - nem brasileiro e nem estrangeiro - no período do chamamento individual. O Rio Grande do Sul tem 19 municípios nesta situação.
O acordo com a Opas prevê a vinda de 4 mil médicos cubanos para atuar no Brasil. A previsão é que os profissionais comecem a trabalhar a partir do dia 16. Nesta primeira etapa, serão 400 profissionais caribenhos que vão atuar em 219 localidades (206 municípios e 13 distritos indígenas.
A maior parte dos municípios que serão atendidos por médicos de Cuba está localizada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. De acordo com Ministério da Saúde, 91% dos profissionais serão direcionados para esses locais. O Pará é o Estado que receberá mais médicos cubanos, 56; seguido por Bahia, com 45; e Amazonas, com 42. Os 36 demais profissionais irão para áreas carentes em 26 cidades do Sudeste do País.
514 municípios solicitam 1.165 médicos
O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra ainda que 514 municípios se inscreveram na segunda etapa do Mais Médicos. Os pedidos foram enviados para a pasta até sexta-feira passada. Juntas, as cidades solicitaram 1.165 profissionais.
Na primeira etapa do programa, 1.096 médicos brasileiros e 282 estrangeiros se candidataram para o programa. Um número bem menor do que o solicitados pelos municípios. Na primeira fase, 3.511 municípios se candidataram, solicitando 15.460 profissionais.
Médicos especializados e com mais de 16 anos de profissão
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que 42% dos médicos cubanos já estiveram em pelo menos dois países, através de convênios de Cuba. Todos têm especialização em Medicina da Família e 84% têm mais de 16 anos de profissão.
Na avaliação do secretário de Gestão do Trabalho e na Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, a presença desses profissionais vai ampliar e qualificar o atendimento na Atenção Básica do Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse é um processo contínuo, esperamos a chegada de mais médicos que vão nos ajudar a construir o SUS diariamente”, disse.
Entre os 701 municípios brasileiros que não foram selecionados por nenhum médico no chamamento individual, a distribuição dos profissionais priorizou cidades de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 13 têm índice muito baixo (até 0,5) e 133 têm desempenho baixo (de 0,5 a 0,599), conforme a definição do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Já nas 51 localidades de IDH médio (de 0,6 a 0,699) e nas nove de desempenho alto (0,7 a 0,799), os profissionais atuarão em áreas pobres, onde também é grande a carência por médicos. Outro critério adotado foi a capacidade de supervisão e avaliação dos médicos e a demanda apresentada pelos municípios de cada unidade da federação.
Com informações da Agência Estado