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RS teve redução de 54% nas mortes em estradas federais no Carnaval

Número de acidentes também foi menor, com 180 ocorrências contra 287 em 2014

Número de acidentes também foi menor, com 180 ocorrências contra 287 em 2014
Número de acidentes também foi menor, com 180 ocorrências contra 287 em 2014 Foto : Samuel Maciel/CP Memória
O carnaval de 2015 foi considerado o menos letal dos últimos oito anos. O número de mortos, feridos e de acidentes registrados nas estradas brasileiras caiu em relação ao carnaval de 2014, conforme os dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira. No Rio Grande do Sul, a quantidade de vítimas fatais caiu 54%, de 13 para seis. Foram 36% menos ocorrências de acidentes, com 180 contra 287.

Em todo o país, a redução de acidentes chegou a 22%, houve 18% menos feridos e o número de mortos caiu 28% na comparação dos dois carnavais. Os números são calculados com base em grupos de 1 milhão de veículos, cada. Entre sexta-feira e quarta-feira de cinzas, foram registrados 2.785 acidentes no país, que resultaram em 120 mortes e 1.786 feridos.

“Nós atribuímos isso, em larga medida, à mudança de fiscalização da PRF e a outras situações desenvolvidas ao longo do período, como o próprio aperfeiçoamento da lei que trata do alcoolismo ao volante. Acreditamos que este ano o aperfeiçoamento da fiscalização nas estradas levou a este resultado, que superou, inclusive, as nossas expectativas”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Entre as melhorias estão os índices de três estados. No ano passado, Bahia, Minas Gerais e Paraná foram responsáveis por 40% das mortes registradas nas estradas durante o carnaval. Este ano, para mudar os índices, houve um reforço no efetivo, e os números caíram. Apesar da melhora, Minas Gerais – que teve redução de 47% nos óbitos com relação à frota - ainda apresentou a maior quantidade de acidentes e mortos em números absolutos. Devido às características de Minas, de ter a maior malha rodoviária federal, uma economia forte e grande frota de veículos, também serve de corredor de transporte para outros estados. Então, muitas pessoas de estados vizinhos utilizam as rodovias para transitar”, disse o coordenador da Operação Rodovida, Stênio Pires.

As colisões frontais foram responsáveis pelo maior número de mortes, apesar de não representarem o principal tipo de acidente. Esse tipo de batida é causado principalmente por ultrapassagens forçadas, em locais proibidos, e alta velocidade. “A imprudência ainda ocasiona 85% dos acidentes. Os dois fatores principais são a ultrapassagem e a velocidade. E quando temos esses dois fatores somados, com certeza o acidente é grave”, reforçou Pires.

A PRF registrou também pessoas que dirigiram sob efeito de álcool. Foram feitos mais de 85 mil testes de bafômetro, que resultaram em 372 prisões de condutores e mais de 2 mil sanções administrativas: multas, recolhimento da carteira de motorista e retenção de veículos. O coordenador da operação acredita que as mudanças recentes na legislação brasileira, como o aumento do valor de multas para certas infrações, ajudaram na redução dos acidentes. “Quanto maior o rigor da legislação, melhor para a fiscalização. Tem o receio da população de ser autuado por conta da fiscalização”, acrescentou.

A Operação Carnaval faz parte da segunda etapa de uma ação mais ampla, a chamada Operação Integrada Rodovida. A medida conta com ação de diferentes órgãos dos governos federal, estaduais e municipais para reduzir a violência no trânsito. A primeira etapa da Operação Rodovida aconteceu entre os dias 12 de dezembro de 2014 e 31 de janeiro de 2015, e a segunda etapa teve início no dia 6 de fevereiro e termina no próximo dia 22.