Quando estiver concluída, a linha de transmissão subterrânea terá 11,3 quilômetros de comprimento, interligando as subestações Porto Alegre 9 (Humaitá) e Porto Alegre 4 (Praia de Belas). Além de beneficiar 1,5 milhão de pessoas, o empreendimento, orçado em R$ 71,8 milhões, atende as demandas da Copa do Mundo de 2014, eliminando riscos de apagões nos estádios Beira Rio e na Arena.
A linha de transmissão subterrânea igualmente cruzará pela área portuária, como forma de incentivo à revitalização do Cais do Porto. “A interligação dá mais segurança ao sistema, além de reduzir as possibilidades de furto de cabos e a poluição visual da cidade”, observou Saito. Segundo ele, quando a linha estiver operando a plena, quem se aventurar a tentar furtar equipamentos correrá o risco de morrer ao ser atingido por descarga elétrica de 230 mil Volts.
O presidente da CEEE, Sérgio Camps de Morais, destacou que a tecnologia utilizada para a implantação da linha de transmissão subterrânea é a mais moderna do mundo. “Os cabos são conjugados com fibra ótica, o que permite o acompanhamento em tempo real do desempenho”, observou. Morais ressaltou que o empreendimento qualificará o fornecimento de energia no Centro em razão do aumento da confiabilidade do sistema.