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Ruas ficam desertas e parques têm pouco movimento em Porto Alegre

Capital gaúcha estava vazia na manhã de domingo de Carnaval

Crianças aproveitaram para brincar em parques em Porto Alegre
Crianças aproveitaram para brincar em parques em Porto Alegre Foto : Tarsila Pereira
A manhã do domingo de Carnaval em Porto Alegre foi de tranquilidade. As ruas estavam praticamente desertas. A área próxima ao Gasômetro apresentava um cenário vazio, com poucas pessoas caminhando ou andando de bicicletas. Nem os tradicionais pescadores que costumam a fisgar peixes próximo ao atracadouro dos barcos que realizam viagens pelo Guaíba e pelo Delta do Jacuí estavam por ali.

O movimento foi maior no Parque Farroupilha, mas ainda assim bem abaixo do público habitual. O funcionário público federal aposentado Antônio Esmério, de 81 anos, esperava a hora do almoço em um banco, à sombra, em frente ao chafariz da Redenção. “Só fico aqui quando tem alguém para conversar. Mas, como é Carnaval, está um pouco morto. Me resta esperar a hora do almoço na sombra”, comentou.

Quem comemorava o pouco público do parque era a família Kaminski dos gêmeos Luís Felipe e João Vitor, de 7 anos. “A gente vem todo domingo. É que assim os guris podem brincar e jogar bola”, confirmou o pai, Vitor Kaminski, engenheiro agrícola, de 44 anos. A mãe, a advogada Loeri, de 38 anos, explicou que João Vitor e Luís Felipe tem pouco espaço para se divertirem no apartamento onde moram. “Normalmente a gente disputa espaço com as outras pessoas aqui. Hoje está maravilhoso, pois além de o dia estar lindo, conseguimos um banco na sombra enquanto eles brincam no gramado”, admitiu.

As compras no Brique também foram mais à vontade. A aposentada Maria Santiano, de 67 anos, aproveitou para adquirir roupas em uma das bancas. “Gostei dos produtos, pois tinha bons preços e boas condições para pagar. Venho quase sempre no Brique porque adoro vir aqui”, completou.


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