Uma das imagens que marcam o cenário de abandono no Centro Histórico de Porto Alegre nas últimas décadas finalmente vai mudar. O Edifício Guaspari, construído em 1936 na avenida Borges de Medeiros, próximo ao Mercado Público, começou a ser revitalizado. O prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural em 2008, deve estar com a reforma finalizada no mês de julho deste ano.
As lojas Lebes são responsáveis por todo o processo de revitalização. Ao todo, serão aplicados aproximadamente R$ 8 milhões, somente através da iniciativa privada. Segundo a empresa, a reforma vai gerar mais de 360 empregos diretos e indiretos. A aposta é de que o investimento reflita em um fortalecimento e um resgate econômico da região central da cidade.
“A recuperação do Centro é algo que não vai acontecer só com a força do Poder Público”, comentou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Gomes. Para ele, este pode ser um dos primeiros passos para que o histórico bairro seja, de certa forma, devolvido para a sociedade.
Além do interesse em resgatar a história do Centro, opinou o secretário, é importante ressaltar a recuperação econômica. Segundo ele, é momento de comemorar o interesse privado em uma região importante e a iniciativa de, mesmo em um momento de crise financeira, abrir-se uma nova loja.
E o local será, também, a maior filial da rede de varejo Lojas Lebes. Isso porque o prédio, fechado há quase três décadas, possui sete andares e uma área total de 4,4 mil metros quadrados. Três andares do edifício serão destinados às lojas. O restante do espaço será explorado por atividades gastronômicas e outros serviços que ainda estão sendo analisados.
O Centro Histórico, segundo pesquisa feita pela Lebes, é, inclusive, local de interesse de seus clientes. 81% dos consumidores da varejista disseram que utilizam o bairro semanalmente para fazer compras, outros 65% afirmaram que pesquisam preços no local e 35% acham a região um lugar barato para se fazer compras.
Símbolo do centro de Porto Alegre, Edifício Guaspari será revitalizado
Prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural, deve estar reformado até julho