Geral

Símbolo do centro de Porto Alegre, Edifício Guaspari será revitalizado

Prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural, deve estar reformado até julho

Edifício Guaspari será revitalizado
Edifício Guaspari será revitalizado Foto : Samuel Maciel
Uma das imagens que marcam o cenário de abandono no Centro Histórico de Porto Alegre nas últimas décadas finalmente vai mudar. O Edifício Guaspari, construído em 1936 na avenida Borges de Medeiros, próximo ao Mercado Público, começou a ser revitalizado. O prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico Cultural em 2008, deve estar com a reforma finalizada no mês de julho deste ano.

As lojas Lebes são responsáveis por todo o processo de revitalização. Ao todo, serão aplicados aproximadamente R$ 8 milhões, somente através da iniciativa privada. Segundo a empresa, a reforma vai gerar mais de 360 empregos diretos e indiretos. A aposta é de que o investimento reflita em um fortalecimento e um resgate econômico da região central da cidade.

“A recuperação do Centro é algo que não vai acontecer só com a força do Poder Público”, comentou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Gomes. Para ele, este pode ser um dos primeiros passos para que o histórico bairro seja, de certa forma, devolvido para a sociedade.

Além do interesse em resgatar a história do Centro, opinou o secretário, é importante ressaltar a recuperação econômica. Segundo ele, é momento de comemorar o interesse privado em uma região importante e a iniciativa de, mesmo em um momento de crise financeira, abrir-se uma nova loja.

E o local será, também, a maior filial da rede de varejo Lojas Lebes. Isso porque o prédio, fechado há quase três décadas, possui sete andares e uma área total de 4,4 mil metros quadrados. Três andares do edifício serão destinados às lojas. O restante do espaço será explorado por atividades gastronômicas e outros serviços que ainda estão sendo analisados.

O Centro Histórico, segundo pesquisa feita pela Lebes, é, inclusive, local de interesse de seus clientes. 81% dos consumidores da varejista disseram que utilizam o bairro semanalmente para fazer compras, outros 65% afirmaram que pesquisam preços no local e 35% acham a região um lugar barato para se fazer compras.