A situação da baleia jubarte encalhada no Litoral Norte do Rio Grande do Sul está se deteriorando. Essa é a opinião do veterinário do Instituto Baleia Jubarte, da Praia do Forte, no Norte da Bahia, Elitieri Neto. Segundo ele, a cada minuto que o mamíferi fica preso na costa compromete a saúde do animal.
A baleia esteve presa por quatro dias em um banco de areia entre Capão Novo e Arroio Teixeira, mas foi liberada na tarde de ontem. No entanto, acabou retornando nessa manhã para a parte mais próxima da costa. A jubarte está agonizando no local.
Conforme Elitieri Neto , a estrutura física da baleia não suporta o peso do animal quando ele está total ou parcialmente fora da água. Respiração, circulação sanguínea e o funcionamento de órgãos como fígado e rim ficam comprometidos, o que diminui a eliminação de toxinas prejudiciais. Caso o animal já tenha algum problema de saúde, o que pode ser a causa do encalhe, o risco de morte aumenta, explicou Neto.
Biólogos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) monitoram a jubarte desde o fim de semana. Ela mede 12 metros e pesa 25 toneladas. É comum essa espécie de baleia se deslocar da região da Ilhas Geórgia do Sul (entre a América do Sul e a Antártida) para o Nordeste brasileiro, onde se reproduz.
Saúde da baleia está se deteriorando, diz veterinário
Jubarte voltou a ficar presa em um banco de areia no litoral Norte do Estado