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Saúde da Capital já vacinou quatro vezes mais, em janeiro, contra a febre amarela

Foram quase 3,7 mil doses aplicadas até o momento

Foram quase 3,7 mil doses aplicadas até o momento
Foram quase 3,7 mil doses aplicadas até o momento Foto : Cristine Rochol / PMPA / CP
Desde o início do ano, 3.685 doses da vacina contra febre amarela foram aplicadas na rede municipal de saúde de Porto Alegre. Em todo o mês de janeiro de 2016, foram administradas só 899 doses. Até o momento, os postos já vacinaram quatro vezes mais em relação ao ano passado. Durante todo o 2016, foram aplicadas 36.024.

Mesmo com o aumento da procura pela vacinação contra a febre amarela, a Prefeitura mantém a reposição dos estoques. Mais de 100 salas de vacina estão abertas na rede municipal para imunizar a população, de acordo com o esquema vacinal. A recomendação é de que a dose seja procurada no bairro em que o paciente reside.

A coordenadora do Núcleo de Imunizações da CGVS, enfermeira Raquel Cristine Barcella, salienta a importância da apresentação da caderneta de vacinação para avaliação do esquema vacinal de cada pessoa.

Para fevereiro, a Secretaria da Saúde pediu para o Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (CEVS/SES) um quantitativo 50% superior ao habitual de doses. Até o momento, não há registro de problemas no abastecimento da vacina contra a febre amarela no Brasil.

Saiba mais:

- O Rio Grande do Sul não registra casos da doença e a vacinação é recomendada apenas para aqueles que viajarão para locais em que haja a incidência da epidemia. Nesses casos, a imunização deve ser realizada dez dias antes da partida.

- Os sinais e sintomas mais comuns incluem febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que podem durar, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. De acordo com Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que apesar de serem os principais hospedeiros do vírus, não o retransmitem.

- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças que baixem a imunidade – como lúpus, câncer HIV –, nem para quem tiver mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.