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Saúde da Capital precisa de mais organização, afirma secretário

Marcelo Bósio destacou mudança de atitude da população em relação ao sistema

As reformas nas emergências do Hospital Conceição, que restringe o atendimento no local desde 12 de outubro, e do Clínicas, onde são atendidos somente pacientes graves desde o começo deste mês, serviram param que iniciasse uma nova percepção sobre o sistema de saúde da Capital. Essa é a opinião do secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, que afirma que com a necessidade de buscar outros locais de atendimento, houve uma mudança de atitude tanto da população quanto dos serviços de saúde.

A partir disso, Bósio fala que é necessária uma nova organização da rede de saúde da cidade, para que as pessoas sejam encaminhadas para os serviços adequados a cada caso. Bósio explica que os resultados apresentados neste ano serão avaliados para que ocorra um planejamento e em 2013 possa haver investimento e qualificação.

"Os pacientes de menor complexidade deverão utilizar os pronto atendimentos. Os que não têm urgência serão destinados para rede de atenção primária, para que nas emergências se concentrem os casos de maior gravidade, classificados como laranja, amarelo e vermelho", relata.

Conforme o secretário adjunto, a partir da situação atual, houve uma articulação entre emergências hospitalares, pronto atendimentos e rede de atenção básica. "É o conjunto de serviços que dão conta do atendimento. A emergência não tem que resolver tudo", fala.

Bósio conta que as pessoas entenderam que pode não ter todo o atendimento em um só local e talvez tenha que procurar outras instituições. Ele ressalta que gera segurança a certeza de que se esse não conseguir dar conta tem retaguarda no serviço de maior complexidade. "A população se sente segura porque não precisa estar em uma emergência hospitalar para ter um atendimento qualificado, pois isso ocorrerá em qualquer serviço público de saúde da Capital", afirma.

Apesar da restrição nas principais emergências do Sistema Único de Saúde (Sus) em Porto Alegre, o secretário adjunto ressalta que isso não gerou superlotação nas outras emergências, nem dos pronto atendimentos. "Houve um aumento normal na emergência da Santa Casa, mas a Central de Regulação atuou rapidamente para que não ocorresse superlotação nem restrição no atendimento", conta Bósio. Assim, foi possível prolongar o período das reformas nas duas instituições, a fim de qualificar o atendimento, segundo ele, sem prejuízo à população.

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