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Salões de beleza fazem bronzeamento artificial na Capital

Vigilância Sanitária proibiu procedimento em setembro de 2009

Apesar da proibição, muitos salões de beleza continuam realizando bronzeamento artificial em câmaras de raio ultravioleta em Porto Alegre. O uso do procedimento não é permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 11 de setembro de 2008. A repórter Marjulie Martini, da Rádio Guaíba, conversou com donas de estabelecimentos em diversos bairro da Capital.

A proprietária de um salão na avenida José de Alencar, no bairro Menino Deus, afirmou que tenta uma liminar na Justiça para poder oferecer o procedimento. Ela ainda não conseguiu, mas sabe de outros institutos que continuam realizando o bronzeamento em câmaras. "Eu ia até aumentar para 12 sessões o pacote por R$ 90, mas como é período de férias, a Justiça funciona mais devagar. No centro, eu sei que tem um salão que está fazendo, mas não sei o nome", contou.

Mais duas ligações e a reportagem chegou ao telefone de um salão na rua Otávio Rocha, no centro de Porto Alegre. A atendente falou dos preços e da quantidade de sessões. "Como suspenderam antes, a gente oferece uma sessão por vez, de 15 minutos, por R$ 10. A gente não oferece pacote, porque vai que suspendem de novo, aí a cliente fica com agenda aberta", explicou a moça. A funcionária afirmou que há muita procura, mas que é possível agendar o bronzeamento para o mesmo dia. E, segundo ela, o serviço funciona sem liminar da Justiça. "Estamos funcionando porque liberaram", disse a atendente, referindo-se à liminar concedida no início de janeiro pela justiça.

A oferta de bronzeamento em câmaras de rádio ultravioleta é ilegal. A Justiça Federal de Porto Alegre chegou a conceder uma liminar à Associação Brasileira de Bronzeamento Artificial liberando o uso das câmaras de bronzeamento em 11 de janeiro. Mas, em 22 do mesmo mês, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), suspendeu os efeitos da liminar.

A proibição é baseada em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em julho do ano passado. Segundo as pesquisas, o risco de câncer devido à utilização do equipamento passou de "causa provável" para "causa concreta" de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.
 
A fiscalização da Vigilância Sanitária de Porto Alegre funciona através de denúncias, que podem ser feitas pelo telefone 156. O nome do salão foi repassado ao órgão, que irá verificar a legalidade da oferta do serviço.