Até agora, pelo menos 10 voos foram cancelados no Salgado Filho. Nove deles são da Azul. Outros três voos sofreram atrasos de mais de 30 minutos. Com a situação, os usuários formaram longas filas em frente ao guichê da empresa, localizado no Terminal 2. A orientação da Azul era de que os passageiros pedissem o reembolso ou tentassem remarcar a viagem a partir de quinta-feira.
Também houve registros de problemas para os clientes da TAM nesta segunda-feira. A instabilidade no sistema Amadeus, usado pela companhia em todos os países, impediu a impressão de cartões de embarque e etiquetas de bagagem. O procedimento de check-in teve de ser feito manualmente, o que causou longas filas e lotação nos guichês. No Salgado Filho, pelo menos 16 voos sofreram atraso por causa do problema.
Depois de ficar fora do ar desde o início da manhã em todo o mundo, o sistema voltou a funcionar às 8h25min, conforme a companhia. Os reflexos do problema, no entanto, devem se estender ao longo do dia. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) comunicou a TAM para que a empresa preste explicações sobre as falhas apresentadas nesta manhã. Além disso, a companhia aérea terá que comprovar, em um prazo de 10 dias, a prestação de assistência aos passageiros que possam ter sido afetados por atrasos, cancelamentos de voos ou preterição (deixar de embarcar o passageiro que tenha passagem adquirida).
Infraero divulga nota
A Infraero divulgou nota oficial no início da tarde explicando que segue monitorando a remoção da aeronave da pista de Viracopos. Depois do processo, a empresa reforça que o local será liberado. No entanto, não informa a previsão para que isso aconteça. Leia abaixo a nota na íntegra.
A Infraero prossegue monitorando o processo de retirada da aeronave modelo MD-11, pertencente a empresa americana Centurion, da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Campinas/Viracopos (SP). A aeronave teve o trem de pouso destruído durante a aterrissagem ocorrida às 19h55 de sábado (13/10), o que provocou a interdição da pista.
Apesar de toda a carga da aeronave ter sido retirada ainda na manhã de domingo e de ter sido iniciado imediatamente o processo de remoção do equipamento, a equipe técnica contratada pela proprietária da aeronave ainda não concluiu o serviço, o que impede a liberação da pista.
A remoção de uma aeronave com peso médio de 130 toneladas e ainda com 19 toneladas de combustível em seus tanques, sem as rodas de um dos lados para o suporte da turbina e da asa, faz a operação revestir-se de muita complexidade, para evitar danos à pista, entre outros fatores. Ressaltamos que a segurança das operações e do aeroporto e seus usuários é prioridade absoluta.
A Infraero está empenhada, em conjunto com a empresa responsável pela aeronave e demais envolvidos, para que as atividades sejam retomadas o mais breve possível em Viracopos.