O militar lamentou a morte do adolescente Luiz Adriano Marques de Souza, que desapareceu na segunda-feira, nas águas do mar do Farol da Solidão, em Mostardas. O corpo só foi encontrado nesta manhã. O ponto em que ele morreu tem guarita, mas os salva-vidas estavam em horário de almoço. De acordo com o coronel Cunha, a falta de folguistas impede a colocação de profissionais nos postos de atenção de forma ininterrupta. Onde não há salvamento permanente, as equipes trabalham das 9h30 às 12h e das 15h30 às 19h, com intervalo para o almoço.
O oficial garante que, com mais 200 profissionais, é possível superar o desfalque. "Na segunda, teremos uma reunião de oficiais. Vamos cortar férias, cortar folgas (para garantir um número maior de salva-vidas no litoral)", disse. No fim de novembro, Cunha havia afirmado à Rádio Guaíba que o número ideal de salva-vidas é de 1,2 mil, durante o verão. Hoje, há 900, segundo ele. Já o representante da associação gaúcha de salva-vidas, Marco Aurélio Montemezzo, rebate dizendo que há menos de 500 profissionais militares atuando na orla.
Cunha não soube explicar porque o edital ainda não foi publicado, mas explicou que a questão é administrativa. O comandante do Estado-Maior da Brigada Militar, coronel Hidelbrando Sanfelice, foi contatado por telefone, mas não atendeu à ligação para explicar os motivos da demora. No início de dezembro, uma reunião entre um grupo de salva-vidas civis e o coronel Sanfelice definiu a publicação do edital até o dia 15, o que não ocorreu.
Cerca de 600 salva-vidas civis devem ser contratados, conforme previa a lei que autorizou o trabalho de não-militares, publicada no Diário Oficial de 3 de dezembro.