Gomes trabalhava como salva-vidas na mesma guarita há cerca de dez anos. Por isso, era muito conhecido pelos frequentadores da praia, que ficaram comovidos com a morte. O veranista Jorge Peixoto, que conversou com ele momentos antes da queda, disse que o salva-vidas aparentava estar bem, sem nenhum problema visível. Veranistas relataram que sempre viam o soldado conversando e brincando com a os banhistas. Um frequentador, chorando, escreveu na areia próximo ao posto: “Marcelo, descansa em paz”.
“Marcelo era muito querido por todos. Onde ele estava, sempre tinha gente em volta se divertindo. Quando eu me aproximava da areia, sempre sabia se ele estava de serviço ou não pela animação do local e porque as pessoas ficavam próximas a ele”, contou Fernanda Borchert Salomão dos Santos, que conhecia o salva-vidas do local.
O soldado era casado e não tinha filhos. Morava na praia de Salinas e trabalhava no 8º Comando Regional de Bombeiros (8º CRB), de Gravataí. No tempo livre, praticava surfe e corria à beira-mar.