Geral

Salvamentos caem 50% no litoral do Estado

Operação Golfinho efetuou 493 resgates de 17 de dezembro a 20 de janeiro

Operação Golfinho realizou 493 salvamentos
Operação Golfinho realizou 493 salvamentos Foto : Gilnei Foggliarini / Esepcial / CP
O tempo instável e as ações preventivas mais enfáticas fizeram com que o número de salvamentos, efetuados pela Operação Golfinho, diminuíssem em cerca de 50%, no comparativo do período de 17 de dezembro a 20 de janeiro desta temporada com o veraneio anterior. Desde o início da Golfinho foram contabilizados 596 salvamentos na orla gaúcha, incluindo mar, rios, lagoas e açudes. Até sexta-feira, os salva-vidas contabilizavam 493 resgates no Litoral Norte, com uma morte por afogamento e um encontro de cadáver. No Litoral Sul foram 72. Em rios e açudes, 27.

Torres lidera o ranking dos afogamentos. O município ocupa as três primeiras posições. Os salva-vidas da guarita 11 resgataram 31 banhistas em pouco mais de um mês. Outros 29 foram salvos pelo efetivo da guarita 10. Houve ainda 22 salvamentos na guarita 8. Em quarto lugar aparece a guarita 146, em Tramandaí, com 20 resgates. De acordo com o assessor especial do 9 Comando Regional de Bombeiros (9 CRB), tenente-coronel Daniel José Minuzzi, a redução se deve a dois fatores, sendo o meteorológico um importante aliado.

A chuva marcou as festas de final de ano, ao contrário de 2010 que, além de ser feriadão, teve um clima propício para a praia. O Nordestão - vento que sopra do Nordeste - afastou muitos veranistas da orla na segunda quinzena de janeiro. Com isso, muito poucos se arriscaram a tomar banhos de mar. "Na sexta-feira, o tempo melhorou e aquelas pessoas que estavam em casa vieram para praia", comentou. "Tanto que o número de salvamentos ficou entre os mais altos, perdendo para o dia 7, quando 58 banhistas foram resgatados", complementou.

O número é considerado, pelas autoridades, como a média normal dos dias de sol e calor. Nesta temporada, houve intensificação das ações preventivas, incluindo o uso do apito para sinalizar áreas perigosas. "Quando o salva-vidas usa o apito é, praticamente, um salvamento", enfatizou.

Os banhistas com idades entre 11 e 17 anos são os que mais se arriscam. De acordo com Minuzzi, as crianças não têm noção do perigo. Segundo ele, os adolescentes se arriscam dentro d''água porque querem mostrar aos amigos que têm capacidade de ir além, como se fosse um desafio. "Querem superar os limites e se arriscam em demasia."


Bookmark and Share