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Samu está atendendo com apenas 25% da capacidade

Segundo o Simers, há apenas dois atendentes, enquanto o ideal seriam 12

Servidores paralisaram as atividades na noite de segunda-feira
Servidores paralisaram as atividades na noite de segunda-feira Foto : Eduardo Seidl / CP Memória
Apenas uma pessoa atendia, por volta das 10h desta terça-feira, as ligações recebidas pelo número 192 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O serviço está sendo realizado por um funcionário da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. Normalmente, há oito telefonistas no período da manhã na central. Além disso, havia apenas um rádio-operador, quando deveriam ter três. Com isso, o serviço está sendo realizado apenas com 25% da capacidade, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers).

Desde a noite de segunda-feira, os servidores terceirizados que realizam o atendimento das ligações estão paralisados devido ao atraso nos salários. Há pelo menos três meses eles não recebem o pagamento, sendo que a Secretaria Estadual de Saúde disse que realizou os repasses para a empresa responsável.

Além da redução do número de telefonistas, há também menos médicos. Ao invés dos 11 que normalmente ficam à disposição do Samu, havia apenas quatro às 10h. Já o número de enfermeiros era o esperado: dois.

Ontem, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) havia informado que realocaria funcionários para prestarem o serviço, contudo isso não foi realizado. A reportagem entrou em contato com a SES que ainda não se manifestou sobre o assunto.

Na noite de segunda-feira, cerca de sete milhões de gaúchos ficaram quase cinco horas sem atendimento. O número de emergência, o 192, só funcionava na segunda-feira em Porto Alegre, Caxias do Sul, Bagé e Pelotas, que não estão interligados à Central do Estado.