Para atuar como Papai Noel em residências, ele cobra R$ 100,00. Para participar de sessões de fotografias, R$ 150. Parte do dinheiro oriundo de famílias com melhores condições financeiras, que contratam o serviço, ele destina para os gastos com combustível, usado para o deslocamento no trabalho voluntário em escolas e compra de presentes para crianças carentes.
Neste ano, Paulino passou por oito escolas municipais da cidade, onde realizou o trabalho voluntário como Papai Noel. As escolas compram os presentes e ele faz a entrega, além de trazer para as crianças a emoção e o espírito do Natal. Ele brinca que o trabalho voluntário tem um acordo: a escola deve doar alguns presentes que sobram na entrega e ele reúne os presentes comprados com parte de sua renda e com os presentes doados pelas escolas e distribui em comunidades carentes de Santa Rosa na noite de Natal.
Ele conta que, por ser conhecido como Papai Noel na cidade, as pessoas também vão direto à sua casa buscar presentes: “Teve épocas que nem sobrou presentes para distribuir em comunidades, foram todos buscados na minha casa”. Em outros momentos, ele chega de surpresa na casa das crianças, levando presentes, o chamado milagre de Natal, para quem passaria a data em branco.
O motorista aposentado diz que é uma emoção grande e diferente a cada lugar que chega. Ele se emociona ao falar da satisfação de ser recebido por dezenas de crianças: “Não há o que pague”. O trenó do Papai Noel, que na época de Natal tem caixas de som com música natalina, o ajuda a fixar na comunidade sua imagem de Papai Noel de verdade, durante todo o ano. Na noite desta segunda-feira, véspera de Natal, além dos trabalhos pagos e voluntários, Paulino também será a atração na ceia de sua família. Os sete filhos e 12 netos devem se reunir, para celebrar a data. Os netos, apesar de ter um Papai Noel o ano todo, sempre ficam ansiosos para ver o vovô caracterizado na noite de Natal.