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Seca no Sul e no Sudoeste do Estado deve se agravar nas próximas semanas

Três municípios já decretaram situação de emergência por causa da estiagem

Mapa do índice de seca indica forte estiagem no Uruguai, Centro e Norte da Argentina, e nas áreas de fronteira do Rio Grande do Sul
Mapa do índice de seca indica forte estiagem no Uruguai, Centro e Norte da Argentina, e nas áreas de fronteira do Rio Grande do Sul Foto : MetSul
A situação de seca deve ficar mais grave no decorrer das próximas semanas, nas regiões Sul e Sudoeste do Estado. Segundo a MetSul Meteorologia, a estiagem é consequência do fenômeno La Niña, que é resfriamento das águas do Pacífico na região equatorial. Há previsão de chuva isolada até sexta-feira e uma frente fria no final de semana que devet trazer mais precipitação ao Estado. No entando,  os volumes de água não serão suficientes para diminuir o problema de abastecimento.

Ainda de acordo com a MetSul, não há expectativa de normalização do quadro nos próximos dias. Três municípios estão em situação de emergência por causa da seca: Candiota (Campanha), Pedras Altas e Herval (Sul). Bagé também deve encaminhar o documento à Defesa Civil. O município adotou nessa segunda-feira regime de racionamento de água, dividindo o território em duas partes e alternando o abastecimento a cada 12 horas. De acordo com o diretor de Captação e Tratamento de Água do Departamento de Água e Esgoto, Sérgio Gonçalves, a ação continuará até que a situação das chuvas se normalizem na região.

As cidades estão tendo prejuízos econômicos na agricultura e na pecuária. Em Candiota, por exemplo, as perdas são estimadas em R$ 3,6 milhões na produção agrícola. Desde janeiro o volume é de 290 mm na cidade. A Defesa Civil mantém duas pipas para reduzir o sofrimento das comunidades. “Nossa preocupação é que em 2010 a estiagem começou bem mais cedo, em novembro. Existem localidades onde não chove há mais de 60 dias. A produção de leite e sementes já está reduzida. Por isso estamos orientando as pessoas a racionarem água”, disse o secretário municipal de Agricultura, Fabiano Oswald.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Pedras Altas, Fábio Tunes, a cidade não enfrenta problemas no abastecimento de água, mas sim na produção rural, como a seca dos pastos e o emagrecimento dos animais. Ele afirmou que com a homologação do decreto de situação de emergência está prevista a liberação de R$ 5 milhões para amenizar a situação.

O chefe da Divisão de Comunicação Social da Defesa Civil, capitão Alexsandro Goi, observa que o fenômeno costuma castigar mais as comunidades localizadas no interior do município. "Nesses locais, a exploração de poços artesianos, aliada ao alcance de água potável dos distritos, através de caminhões-pipas, é fundamental para minimizar o problema", ressaltou.

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