Ainda de acordo com a MetSul, não há expectativa de normalização do quadro nos próximos dias. Três municípios estão em situação de emergência por causa da seca: Candiota (Campanha), Pedras Altas e Herval (Sul). Bagé também deve encaminhar o documento à Defesa Civil. O município adotou nessa segunda-feira regime de racionamento de água, dividindo o território em duas partes e alternando o abastecimento a cada 12 horas. De acordo com o diretor de Captação e Tratamento de Água do Departamento de Água e Esgoto, Sérgio Gonçalves, a ação continuará até que a situação das chuvas se normalizem na região.
As cidades estão tendo prejuízos econômicos na agricultura e na pecuária. Em Candiota, por exemplo, as perdas são estimadas em R$ 3,6 milhões na produção agrícola. Desde janeiro o volume é de 290 mm na cidade. A Defesa Civil mantém duas pipas para reduzir o sofrimento das comunidades. “Nossa preocupação é que em 2010 a estiagem começou bem mais cedo, em novembro. Existem localidades onde não chove há mais de 60 dias. A produção de leite e sementes já está reduzida. Por isso estamos orientando as pessoas a racionarem água”, disse o secretário municipal de Agricultura, Fabiano Oswald.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Pedras Altas, Fábio Tunes, a cidade não enfrenta problemas no abastecimento de água, mas sim na produção rural, como a seca dos pastos e o emagrecimento dos animais. Ele afirmou que com a homologação do decreto de situação de emergência está prevista a liberação de R$ 5 milhões para amenizar a situação.
O chefe da Divisão de Comunicação Social da Defesa Civil, capitão Alexsandro Goi, observa que o fenômeno costuma castigar mais as comunidades localizadas no interior do município. "Nesses locais, a exploração de poços artesianos, aliada ao alcance de água potável dos distritos, através de caminhões-pipas, é fundamental para minimizar o problema", ressaltou.