A chefe da divisão, Marilina Bercini, informou que foram feitos contatos com as sociedades de Pediatria e de Ginecologia e Obstetrícia para que apoiassem o governo do estado na indicação da vacina. “Para cortar eventuais resistências, fazendo informes técnicos e divulgando o máximo possível a campanha. Porque a gente quer uma cobertura adequada, no mínimo 80%. Tomara que seja mais. E que haja uma adesão mesmo, para a gente conseguir o objetivo de prevenir o câncer de colo de útero”, disse ela.
O Rio Grande do Sul tem 497 municípios. Deverão ser vacinadas quase 260 mil adolescentes. “Para dar certo, essa campanha tem que ter um bom entrosamento com o setor da educação, porque essa primeira dose é feita, preferencialmente, na escola”. Marilina disse que nos municípios menores, em que as escolas estão menos estruturadas, a vacinação ocorrerá também nos postos de saúde. “Nos municípios grandes, vai ser misto. Mas, de preferência, nas escolas”, acrescentou.
A campanha de vacinação contra o vírus do papiloma humano (VPH ou HPV, do inglês human papiloma vírus) foi lançada no último dia 29 de janeiro pelo então ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O HPV é um vírus transmitido pelo contato com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. É atualmente um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 290 milhões de mulheres em todo o mundo têm HPV. A imunização tem como público-alvo, nessa primeira etapa, meninas de 11 a 13 anos de idade.