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Secretário da Educação descarta mais uma vez reajuste para o Magistério em 2011

Jose Clovis Azevedo se reuniu com o governador para tratar do primeiro dia de greve dos professores

Categoria reivindica pagamento do piso nacional
Categoria reivindica pagamento do piso nacional Foto : Vinícius Roratto
O secretário estadual de Educação, Jose Clovis de Azevedo, e a secretária-adjunta, Maria Eulalia Nascimento, se reuniram com o governador Tarso Genro na manhã desta segunda-feira, na Capital, e reafirmam que não há possibilidade de reajuste do Magistério e pagamento do Piso Nacional ainda em 2011. Alguns integrantes do Cpers/Sindicato montaram um piquete em frente ao Palácio Piratini, enquanto ocorria o encontro.

"Não há nenhuma possibilidade de êxito nessa paralisação", afirmou o secretário. Um levantamento feito pela reportagem da Rádio Guaíba mostra que a adesão tem sido parcial nas diferentes regiões do Estado e que professores e diretores de escolas ainda se dividem sobre o tema. Segundo Azevedo, somente 12 escolas gaúchas estariam paradas nesta segunda-feira. 

O diretor geral-adjunto da secretaria, José Tadeu de Almeida, disse que, apesar de o levantamento nas escolas não estar concluído, a adesão é aparentemente pequena. Segundo ele, o Magistério é a única categoria que conta com orçamento previsto para o início do ano que vem, montante para reajuste salarial de R$ 500 milhões. "Fora isso, o Estado não tem condições de fazer um pagamento imediato do piso, visto que isso representa, por volta, de R$ 1,6 bilhão", afirmou.

Adesão no Estado é parcial

O Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, suspendeu as aulas na manhã desta segunda-feira e os professores fizeram reunião. No Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, dos cerca de 150 professores, 20 aderiram à paralisação.

Nas escolas Inácio Montanha, na avenida João Pessoa, e no Colégio Costa e Silva, no bairro Medianeira, também acontecem reuniões. No colégio Dom João Becker, bairro IAPI, a adesão é parcial. Oito professores estão paralisados. Na Escola Técnica Parobé, não houve adesão.

Na Capital estão funcionando normalmente as seguintes escolas: Protásio Alves, Padre Rambo, Rubem Berta, Coelho Neto, Irmão Pedro, Infante Dom Henrique, 1° de Maio, Dom Diogo de Souza, Paula Soares, Centro de Ensino Médio Tiradentes, Cândido Godoy, Benjamin Constant, Instituto Estadual Rio Branco, Japão, Odila Gay da Fonseca, Três de Outubro, Florinda Tubino Sampaio, Dom João Becker, Rio de Janeiro, Bento Gonçalves, Aparício Borges.

Em Canoas, no Colégio Marechal Rondon, os cerca de 1,4 mil alunos estão em sala de aula e é dia letivo normal nesta segunda-feira. Já no Vale do Sinos, na maior escola estadual de Novo Hamburgo, Colégio 25 de Julho, não há expediente e pais e alunos foram orientados da decisão que se estende durante a semana, segundo a direção da instituição. Cerca de 2 mil alunos ficam em casa nos próximos dias por conta da greve na instituição. Em São Leopoldo, ocorre o mesmo na Escola Estadual Pedro Schneider.

Na Serra gaúcha, o Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, de Caxias do Sul, mantém a paralisação até quinta-feira, segundo a direção. No Vale do Taquari, o maior colégio da região – Escola Estadual Castelo Branco – em Lajeado, onde também estudam cerca de 2 mil alunos, as aulas ocorrem normalmente nesta segunda-feira. A direção afirma docentes devem fazer uma reunião para tratar do assunto.

No Norte, em Passo Fundo, professores da Escola Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro fazem reunião e alunos aguardam em sala de aula. Na região Central, em Santa Maria, a adesão é parcial, e na maior escola da cidade, Manoel Ribas, professores trabalham normalmente nesta manhã. Na região Sul do Estado, a situação é a mesma. Em Pelotas, no Colégio Estadual Assis Brasil, as aulas foram mantidas.

No Litoral Norte, no Instituto Estadual Riachuelo, em Capão da Canoa, o expediente foi mantido e uma assembleia, marcada para o fim da tarde, deve definir a posição sobre a greve. Em Agudo, Arroio do Tigre e em Cachoeira do Sul, as aulas ocorrem normalmente, segundo a Coordenadoria Estadual de Educação.

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