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Secretário de Mobilidade Urbana nega existência de "indústria da multa"

Luís Affonso Senna disse que a EPTC tem outras preocupações mais importantes

O secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre negou a prática de irregularidades em relação a multas de trânsito efetuadas pelos agentes de fiscalização. Luís Affonso Senna minimizou a denúncia feita por um Azulzinho, que foi coagido pela chefia de operações da Zona Sul da Capital, e Porto Alegre. Segundo o secretário, "a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem outras preocupações e problemas que merecem mais atenção". Justificou, ainda, que um fiscal multa cerca 20 motoristas por mês, que representa menos de uma pessoa por dia.

A denúncia será anexada às investigações já em andamento no Ministério Público. Um e-mail encaminhado pelo chefe de operações da Zona Sul de Porto Alegre, Silvio Lopes, é a prova da chamada "indústria da multa".

No texto, recebido pelos agentes de fiscalização no dia 2 de agosto, ele ameaça: "(...) gostaria de parabenizá-los sobre o desempenho das equipes sobre os autos de infração.(...) Porém, destaco que ainda temos agentes "cegos", que deverão voltar a enxergar sob pena de descansar as vistas cansadas em casa, longe das escalas de horas-extras".

Lopes, no entanto, nega as acusações. "Entraram no meu e-mail. Já acionei meus advogados. Não tem nada de indústria da multa", garante.

O Sindicato dos Agentes de Trânsito (Sintran) denunciou na Câmara de Vereadores os abusos cometidos contra os motoristas e a intimidação sobre os servidores da EPTC. "Já temos ação ajuizada no Ministério Público, agora  foram levados fatos novos ao presidente da Câmara de Vereadores, Sebastião Melo. Isto tem de acabar", disse Carlos Silveira.