De acordo com a Brigada Militar, o local onde o jovem surfava é área exclusiva de pesca, mas não havia placas de sinalização. A corporação apontou que a orientação deveria ter sido providenciada pelo município.
O diretor de Segurança da Federação Gaúcha de Surf, Virgílio de Mattos, também entrevistado pela Rádio Guaíba, lembrou que há 3 anos o governo do Estado criou o programa "Surf Legal", que segundo ele, não funcionou. Para Mattos, a Brigada Militar deveria fiscalizar e o Ministério Público (MP) cobrar das autoridades a existência de placas e de sinalização com boias nas redes de pesca, além da identificação. Na opinião do diretor, a sociedade se mobiliza quando há uma baleia encalhada na praia, mas há descaso com seres humanos. “Se roubam a placa, no outro dia ela tem que ser reposta. Ou não vale a vida humana?”
Ao serem questionados sobre a possibilidade de solução do problema, tanto o secretário como o dirigente da Federação disseram que é possível entendimento para um trabalho conjunto.
Outras mortes
O afogamento de Tiago Rufatto elevou para 49 o número de surfistas mortos ao se enroscarem em redes de pesca no Litoral do Rio Grande do Sul desde 1986. A média é de praticamente dois óbitos por ano. De acordo com a Federação Gaúcha de Surf, o Estado é o único lugar do mundo a registrar esse tipo de ocorrência.