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Secretário garante criação de 1,6 mil vagas em penitenciárias gaúchas até junho

Objetivo é desafogar Presídio Central de Porto Alegre, que abriga mais que o dobro da capacidade

Aiton Michels falou sobre caos no sistema prisional do Brasil
Aiton Michels falou sobre caos no sistema prisional do Brasil Foto : Alina Souza / Especial Palácio Piratini / CP
A grave situação no Presídio Central de Porto Alegre é reflexo do colapso ocorrido em todo o País nessa área, disse nesta segunda-feira o secretário estadual de Segurança Pública Airton Michels. Ele afirmou que o governo tem interesse em melhorar o sistema prisional gaúcho. Para isso, até o final do semestre devem ser criadas 1,6 mil vagas em outras casas de detenção. As declarações foram feitas em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), ocorrida nesta manhã no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre.

"Sabemos que o prédio inaugurado em 1959, gerido desde 1995 pela Brigada Militar, precisa melhorar rapidamente. Desta forma, é uma ação prioritária do governo mudar essa realidade, pois o presídio desumaniza e é produtor de criminalidade, justamente o contrário do que deveria ser”, avaliou. O secretário lembrou que em 2003 houve reforma física do local e que, desde então, o número de detentos aumentou consideravelmente.

Entre os 4,6 mil presos, metade têm envolvimento com tráfico. Michels argumentou que nesta gestão há o desejo de implantar mais Territórios de Paz, a fim de coibir esse tipo de crime. Ele disse ainda que, até 2014, o presídio estará extinto ou reformado.

Segundo Michels, há um colapso brutal em todos os presídios do Brasil. “Há casas prisionais em Santa Rosa ou Vacaria, por exemplo, onde há superlotação: em locais que caberiam 100 estão 400 detentos. O mesmo ocorre na Capital, onde deveriam ter 1,8 mil há 4,6 mil”, detalhou ao sintetizar que a ideia é, pelo menos, evitar rebeliões nestes locais.

O encontro foi presidido pelo secretário do CDES, Marcelo Danéris, onde foi apresentado o conteúdo de mais de 20 projetos de lei que o governo encaminhará ao Legislativo nos próximos dias. Parte dos 90 conselheiros puderam esclarecer dúvidas sobre alguns aspectos das futuras leis que devem garantir o pagamento atual das aposentarias integrais, reestruturação da Central de Compras do Estado, criação dos cargos no governo.

Presídio Central apresenta problemas de esgoto, instalações elétricas, entre outros / Foto: Lauro Rocha / OAB RS / CP

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