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Secretários serão ouvidos sobre cortes de árvores no Gasômetro

MP começa a colher depoimentos a partir da próxima terça-feira

Jovens realizaram mais um protesto no fim da tarde desta quarta-feira
Jovens realizaram mais um protesto no fim da tarde desta quarta-feira Foto : Ricardo Giusti
Após a polêmica instaurada pelo corte de árvores na Praça Júlio Mesquita, nas proximidades do Gasômetro, as Promotorias de Urbanismo e Meio Ambiente de Porto Alegre vão exigir explicações sobre as obras de duplicação da Edvaldo Pereira Paiva, a autorização para o corte pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e o motivo pelo qual não foram avaliadas alternativas que evitassem a retirada das árvores. Na próxima terça-feira, o Ministério Público (MP) vai ouvir representantes da prefeitura. “Vamos fazer uma boa análise dos motivos de implementação do projeto e se atende aos requisitos legais”, disse o promotor de Defesa da Ordem Urbanística, Fábio Sbardellotto.

Foram convocados os titulares das pastas da Gestão, Meio Ambiente e Urbanismo. A solicitação pela presença do MP no debate foi encaminhada nesta quarta-feira por vereadores da oposição, moradores e a Agapan. O presidente da entidade ambientalista, Francisco Milanez, alega que faltou debate sobre o tema e alternativas tecnológicas. “Depois de todas as alternativas apresentadas é que se pode apresentar ações de mitigação para o impacto ambiental”, ressaltando que as 400 mudas a serem plantadas não compensam o dano, já que somente 20% crescem.

O Plano Diretor da cidade prevê que as três praças do entorno da Usina do Gasômetro, Júlio Mesquita, Brigadeiro Sampaio e o espaço ao lado da Usina são consideradas um parque de lazer, não podendo ser modificado sem consulta popular. Além disso, segundo a Agapan, no projeto de revitalização do Cais do Porto apresentado à população no ano passado, a solução ao escoamento do tráfego daquela região aconteceria por uma via subterrânea, atravessando a avenida Beira-Rio.  

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