De acordo com o diretor do Centro da Aorta do Hospital Mãe de Deus, Eduardo Saadi, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. “A chance de cura é de 98% quando descoberto logo no início. Os procedimentos cirúrgicos avançaram muito nos últimos 20 anos, possibilitando a cura através de técnicas menos invasivas”, destacou.
O aneurisma pode ser diagnosticado através da ecografia do abdômen. O exame de imagem mede a largura da artéria, detectando qualquer anomalia. Se descoberto em fase mais avançada, é indicada a cirurgia. “Menos de 50% dos pacientes com ruptura da aorta chegam vivos ao hospital. Trata-se de uma das principais causas de morte súbita e precisamos desmistificar o problema”, acrescentou. A estimativa é que 5% da população masculina e 0,4% da feminina, acima de 55 anos, possui a disfunção.
A possibilidade de ter um aneurisma também aumenta com a idade. As pessoas mais suscetíveis são fumantes, com pressão alta, colesterol elevado e que tenham na família casos da doença. Também correm mais risco aquelas que já tenham sofrido infarto agudo do miocárdio, angina de peito ou acidente vascular cerebral. “A incidência é maior em homens acima de 65 anos, chegando em 6% e 8% da população. As chances aumentam em até sete vezes quando há histórico na família”, afirmou.
Levantamentos realizados na Europa apontam que 80 milhões de pessoas com mais de 60 anos estão no grupo de risco. Nos Estados Unidos são diagnosticados 200 mil casos anualmente. “Apesar da falta de números recentes, é possível afirmar que no Brasil o volume de ocorrências segue o padrão mundial”, frisou.