Segundo o secretário de saúde, tanto o município quanto o Grupo Conceição vão seguir na busca por profisisonais, e não está descartada a utilização temporária de médicos da Prefeitura. Nessa hipótese, a cedência de profissionais do município vai ser a segunda em menos de um mês, desde que a unidade foi inaugurada.
Já o superintendente do Grupo Conceição destacou que faltam apenas dois médicos para completar as escalas e apontou a falta de clínicos gerais no mercado de trabalho como principal causa para o problema. Os salários oferecidos vão de R$ 8 mil e R$ 15 mil. Ontem, Nery Paes dizia que a necessidade era de 10 médicos. Hoje, ele informou que mais seis foram contratados e que ainda há 48 horas de plantão descobertas - expediente que pode ser coberto com dois profissionais.
Na última sexta-feira, dia em que parte da emergência do Hospital Conceição foi fechada para uma reforma, os usuários da UPA zona Norte sofreram com longas filas para atendimento na unidade devido à falta de profissionais. Segundo o secretário da saúde, o problema foi pontual. Segundo ele, as obras devem durar pelo menos um mês. Já o superintendente do GHC admitiu, ontem, à Guaíba, que a reforma pode se estender por até 60 dias.
Apesar da falta de médicos, tanto o secretário da Saúde quanto o superintendente do GHC destacaram o aumento de 20% no número de atendimentos e a melhora na qualidade do serviços decorrentes da abertura da primeira UPA de Porto Alegre.