Em coletiva, o secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, afirmou que as denúncias são infundadas e fazem parte de um jogo político. “O Simers não merece credibilidade, no meu entendimento”, declarou, ao ressaltar que a unidade não será fechada. A circular informa que a prioridade do HPS é o atendimento de traumas, queimados e situações clínicas agudas. Além disso, o secretário reconheceu que em função das obras na unidade, se houver a necessidade de fechar algum setor, os leitos clínicos serão os preferenciais, para garantir o pleno funcionamento da área de trauma.
Sobre a contratação de funcionários, Casartelli afirmou que a partir de quarta-feira começará a seleção de técnicos de enfermagem que pediram remanejo para o HPS. A ideia é agilizar a recomposição do quadro de pessoal do HPS, assim como no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas. Ele lembrou que a Secretaria autorizou a contratação de 50 profissionais e que, atualmente, com a utilização de horas-extras, o atendimento não fica comprometido. Sobre a falta de leitos na rede pública de saúde, Casartelli adiantou que até janeiro serão abertas 48 vagas no Hospital Vila Nova, 35 no Beneficência Portuguesa e 50 no Luterano. Em relação ao Hospital Independência, ainda não há previsão.
Logo após o encontro com a promotora de direitos humanos do MPE, Ângela Rotuno, o presidente do Simers, Paulo Argollo, rebateu as declarações do secretário e afirmou que a SMS voltou atrás e decidiu não fechar a UTI em função da divulgação da decisão. “Essa decisão (fechar a UTI Clínica) era de cisão inicial, não temos dúvidas disso. Isso só evidenciar a grave situação da saúde pública de Porto Alegre”, afirmou o presidente do Simers.
Ele adiantou que a promotora, diante do relato dos acontecimentos envolvendo o HPS, convocará uma reunião com a prefeitura e o Simers para esclarecer o que realmente está ocorrendo no hospital. Segundo Argollo, a sugestão dada é que seja assinado um termo de conduta em relação aos profissionais, para que haja contratações o mais rápido possível. A promotora ressaltou também a importância de ser definido um plano de cargos e salários.