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Secretaria da Saúde pretende criar leitos de média e alta complexidade para o SUS

Governo quer estimular e democratizar uso do Telessaúde

Com dois projetos prioritários a Secretaria Estadual de Saúde (SES) pretende criar leitos hospitalares de média e alta complexidade para o Sistema único de Saúde (SUS) priorizando hospitais já existentes e ampliar os serviços da Atenção Básica. As metas de gestão foram apresentadas nesta segunda-feira em Porto Alegre, através dos indicadores do Acordo de Resultados, que representa o compromisso firmado entre a secretaria e a sociedade gaúcha.

“O que queremos melhorar com esses dois projetos é o acesso das pessoas ao atendimento. Pretendemos diminuir o tempo de espera para consultas especializadas e pelo leito hospitalar e queremos melhorar o atendimento feito nos hospitais”, afirmou o secretário de saúde, João Gabbardo dos Reis.

O projeto Leitos Hospitalares prevê a criação de leitos de média e alta complexidade para o SUS, com a ampliação de estruturas hospitalares resolutivas e priorizando hospitais já existentes. As vagas de leitos, que devem ser criadas gradativamente em hospitais da região Metropolitana e no interior do Estado. O atendimento, que era feito em hospitais de pequeno porte, de até 50 leitos, com baixa capacidade de resolução para o problema do paciente, será substituído para unidades com capacidade resolutiva. Essa medida deve diminuir a rotação de pacientes para atendimento até a solução do problema e ocupar leitos para a resolução de internações de alta complexidade.

Com o projeto Todos pela Saúde, a Atenção Básica deverá se ampliada e organizada. Entre as medidas para isso está o estímulo e democratização do uso do Telessaúde, que deve servir como uma central de atendimento, via telefone ou internet, para que médicos e enfermeiros possam tirar suas dúvidas no atendimento aos pacientes e diminuir a necessidade de consultas dos pacientes com especialistas que, muitas vezes, são feitas de forma desnecessária. O Telessaúde deve diminuir a lista de espera por uma consulta especializada que hoje já reúne 200 mil pessoa

Hospitais de pequeno porte no Estado representam 6 mil leitos. Destes, 3 mil devem ser transformados em leitos com capacidade resolutiva até o final da gestão. Na região Metropolitana em hospitais de Alvorada, Cachoeirinha, Viamão e no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, ao todo mil leitos devem ser disponibilizados em um convênio que totaliza R$ 100 milhões. “Tudo será feito gradativamente e sempre visando a resolutividade”.

No Acordo de Resultados foram estipulados ainda oito indicadores. Eles devem servir para avaliar a eficiência da implementação das medidas.